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Protesto termina depois de 12 horas, e Avenida Agamenon Magalhães é liberada
Publicado: 12/02/2020 às 21:40

/Foto: Bruna Costa/Esp. DP Foto

A mobilização articulada pelo Satenpe marcou o 14º dia de greve da categoria e perdurou até as 20h14. Os organizadores prometeram acampar e ficar 24 horas na avenida, principal via de deslocamento. O presidente do Satenpe, Francis Hebert, chegou a prometer bloqueio até encerrada a negociação com o governo. “Vamos acampar aqui por 24 horas, até que o governo nos dê pontos positivos de nossa pauta, ou venha com trator e polícia nos tirar à força”, comentou, pela manhã.
O desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) Evandro Magalhães Melo determinou, na noite desta quarta, o retorno imediato ao trabalho dos servidores da saúde em greve desde 30 de janeiro. A decisão, dirigida ao Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Pernambuco (Seepe) e ao Satenpe, também proibiu o bloqueio de via pública, como a Avenida Agamenon Magalhães.
Em nota, a Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco informou que a liminar atendeu a pedido apresentado pela PGE-PE e que em caso de descumprimento da determinação judicial, os sindicatos serão multados em R$ 30 mil por dia.
A decisão contou com o apoio da Polícia Militar. No fim da noite desta quarta, o Batalhão de Choque cumprindo ordens da Justiça ameaçou retirar os servidores, que estavam com barracas de acampamento na Agamenon Magalhães, entre a Praça do Derby e o Parque Amorim. A polícia deu três minutos para que todos saíssem, sob pena de uso da força. Os manifestantes foram para a calçada do Hospital da Restauração (HR) e evitaram confronto, justificando que 95% deles eram mulheres.
O desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) Evandro Magalhães Melo determinou, na noite desta quarta, o retorno imediato ao trabalho dos servidores da saúde em greve desde 30 de janeiro. A decisão, dirigida ao Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Pernambuco (Seepe) e ao Satenpe, também proibiu o bloqueio de via pública, como a Avenida Agamenon Magalhães.
Em nota, a Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco informou que a liminar atendeu a pedido apresentado pela PGE-PE e que em caso de descumprimento da determinação judicial, os sindicatos serão multados em R$ 30 mil por dia.
A decisão contou com o apoio da Polícia Militar. No fim da noite desta quarta, o Batalhão de Choque cumprindo ordens da Justiça ameaçou retirar os servidores, que estavam com barracas de acampamento na Agamenon Magalhães, entre a Praça do Derby e o Parque Amorim. A polícia deu três minutos para que todos saíssem, sob pena de uso da força. Os manifestantes foram para a calçada do Hospital da Restauração (HR) e evitaram confronto, justificando que 95% deles eram mulheres.
Entretanto, regressaram e fecharam a via local, em frente ao hospital. O Batalhão Choque chegou a lançar bombas contra os manifestantes. Nesse momento, o presidente do sindicato foi detido. O filho dele, Vitor Hebert, foi agredido por cinco policiais. “Eu estava abraçando meu pai e apaguei porque fecharam a minha glote”, disse Vitor. No meio da confusão, uma mulher que andava pela calçada passou mal e precisou ser socorrida para o HR.
A categoria diz tentar negociar há seis meses com o governo. Eles tem uma pauta de reivindicação que inclui melhorias salariais e outros direitos. Os trabalhadores, oriundos de vários hospitais estaduais, reivindicam reposição dos salários baseada nos últimos 10 anos de inflação, isonomia salarial, adicional noturno, insalubridade, quinquênio e atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). No fim da tarde, uma comissão dos trabalhadores foi recebida por representantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e da Secretaria de Administração (SAD) de Pernambuco. Os pontos da pauta ficaram de ser discutidos novamente no segundo semestre. Nesta quinta-feira (13), a categoria voltará a se reunir no estacionamento do HR, por volta das 7h, para definir os próximos passos do movimento.

O protesto dos profissionais de saúde do governo de Pernambuco travou o trânsito no sentido Olinda/Boa Viagem, no início da manhã. A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) chegou a detectar pelas câmeras de monitoramento do órgão uma retenção que começava em frente ao Hospital da Restauração (HR), no Derby, e ultrapassava o viaduto sob a Avenida João de Barros, no Espinheiro. O tráfego foi desviado da avenida para a Rua João Fernandes Vieira, para tentar diminuir o transtorno. Uma equipe de 36 agentes e orientadores de trânsito foi enviada até o local, para auxiliar os motoristas e motociclistas.
"Saímos da Rua da Hora. Desde a manhã, tava tudo parado. Evitamos sair antes das 20h, porque o dia todo ficou assim parado na Zona Norte. Largamos às 6h40 do trabalho e ficamos esperando liberar. Quando vimos que parecia que os carros estavam andando, saímos do trabalho e pegamos a Agamenon. Infelizmente, bem na hora do embate entre policiais e manifestantes", afirmou o motorista Lenivaldo Ferreira, 42 anos.
Além da paralisação dos profissionais de saúde na Agamenon, a mobilidade da capital também ficou comprometida em função de um incêndio que ocorreu na antiga fábrica da Pilar, no Bairro do Recife. De acordo com a CTTU, o deslocamento do Corpo de Bombeiros e a articulação para apagar as chamas levaram à interdição de uma faixa da Avenida Militar. No Hospital da Restauração (HR), o serviço não chegou a ser comprometido. Segundo a assessoria, apenas o setor de Unidade Avançada de Neurologia, que atua com quatro servidores, funcionou com metade do quadro. Os demais setores operaram normalmente. O tráfego de ambulâncias também não foi comprometido, segundo a assessoria do HR e do Samu.
Perfil da Agamenon Magalhães:
7 km de extensão
8 cruzamentos
11 pontilhões
40 semáforos
50 linhas de ônibus
546 ônibus
284 mil passageiros por dia
4 mil viagens de ônibus por dia
7 km de extensão
8 cruzamentos
11 pontilhões
40 semáforos
50 linhas de ônibus
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