Agora é lei! Portos e aeroportos deverão expor materiais informativos sobre sintomas e medidas de prevenção à mpox. Segundo informações da Agência Brasil, os cartazes deverão ser colocados nas áreas de desembarque internacional, enquanto durar a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional para a doença.
As medidas foram determinadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e fazem parte da nova instrução normativa do órgão. Elas se alongam para as empresas aéreas, que deverão emitir um aviso sonoro sobre o sarampo a bordo das aeronaves, enquanto durar o processo de eliminação da doença no Brasil.
Em voos internacionais, as orientações sobre a doença devem ser transmitidas também em espanhol e inglês. No Brasil, a enfermidade foi classificada como um Evento de Saúde Pública.
Em comunicado, a Anvisa afirmou que a aprovação da norma é um legado da pandemia de covid-19, quando foram necessárias diferentes resoluções requerendo exames, máscaras faciais e outras medidas para reduzir a transmissão da doença em portos e aeroportos.
Tanto para a mpox quanto para o sarampo são necessárias apenas as medidas de divulgação dos materiais informativos, não havendo recomendação de medidas específicas relacionadas a viajantes. Além das duas doenças, a poliomelite também está na lista de Emergência Pública de Importância Internacional, mas sem medidas de saúde adotadas.
Saiba mais sobre as doenças combatidas
A mpox é causada pelo vírus Monkeypox e pode se espalhar entre pessoas e, ocasionalmente, do ambiente para pessoas, por meio de objetos e superfícies que foram tocados por um paciente infectado. Seu sintoma mais comum é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas.
Já o sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, causada pelo paramixovírus que é transmitido pelo ar de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar, e pode permanecer em ambientes por duas horas.
A infecção pode causar complicações graves, como otite média, pneumonia, infertilidade em homens e encefalite. O alerta atualmente em vigor foi emitido após o registro de novos casos e surtos de sarampo com origem internacional, além de ocorrências isoladas dentro do Brasil, mesmo após o país ter recebido a certificação de eliminação da doença.






