A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução que proíbe a comercialização, fabricação, importação, distribuição, propaganda e uso no Brasil de diversos medicamentos emagrecedores conhecidos como canetas emagrecedoras que não possuem registro sanitário no país.
A decisão, divulgada no Diário Oficial da União por meio da Resolução RE 690/2026, atinge produtos de várias marcas e lotes que estão sendo vendidos irregularmente, muitas vezes sem qualquer avaliação de segurança ou eficácia.
A medida visa proteger a saúde da população diante do crescimento da obesidade no Brasil, que praticamente dobrou nos últimos anos — passando de 11,8% para 25,7% da população, o que representa cerca de 54 milhões de brasileiros com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 30 kg/m².
Muitos viam essas canetas como uma possível solução rápida para perder peso, mas a falta de registro e de fiscalização torna seu uso perigoso. Sem o registro da Anvisa, esses medicamentos não passaram pela avaliação obrigatória de qualidade, eficácia e segurança exigida por lei, o que significa que não há garantia sobre o que está contido nas substâncias, nem sobre os riscos associados ao uso.
A proibição também se estende à publicidade ou propaganda desses produtos, que vinham sendo promovidos em redes sociais e canais digitais sem controle sanitário. Especialistas em saúde alertam que o uso irregular de substâncias para emagrecimento sem orientação médica pode trazer graves riscos à saúde dos usuários, incluindo efeitos colaterais sérios.
Quais canetas foram proibidas pela Anvisa?
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil, popularmente chamadas de “canetas do Paraguai”. A medida atinge medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de produtos com retatrutida, independentemente da marca ou do lote.
Com a determinação, esses fármacos ficam impedidos de ser vendidos, distribuídos, fabricados, importados, anunciados ou utilizados em território nacional. De acordo com a Anvisa, os itens foram produzidos por empresas desconhecidas e vinham sendo divulgados e comercializados por meio de perfis no Instagram, sem qualquer tipo de registro.





