O advogado Matheus Menezes voltou a ser reprovado nos exames biofísicos do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), mesmo após conseguir na Justiça o direito de refazer o teste com adaptações. O resultado definitivo foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do certame, que considerou o candidato “inapto” para a etapa.
Matheus, que tem nanismo, já havia sido eliminado anteriormente no Teste de Aptidão Física (TAF) e denunciou ter sido vítima de discriminação. Na ocasião, ele recorreu à Justiça alegando que a banca não realizou as adaptações necessárias, apesar da apresentação de laudos médicos que comprovavam sua condição.
O caso ganhou repercussão nacional e chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes anulou a primeira reprovação, entendendo que a banca descumpriu o entendimento firmado pelo STF sobre a obrigatoriedade de adaptações razoáveis para candidatos com deficiência em concursos públicos.
Após a decisão judicial, Matheus teve a oportunidade de refazer os exames biofísicos com adaptações. No entanto, o resultado divulgado pela FGV nesta semana manteve a eliminação do candidato. A fundação afirmou que cumpriu integralmente a determinação da Justiça e aplicou as adaptações consideradas necessárias durante a reaplicação da prova.
Caso segue sem definição definitiva na Justiça
Atualmente, a participação de Matheus Menezes no concurso permanece sub judice, ou seja, depende de uma decisão definitiva do Poder Judiciário. Até o momento, a defesa do candidato não informou quais serão os próximos passos após a divulgação do resultado final da etapa física.
Antes da controvérsia envolvendo os exames biofísicos, o advogado já havia sido aprovado nas provas objetiva, discursiva e oral, além dos exames biomédicos. Na primeira tentativa, a reprovação ocorreu em uma prova que exigia um salto de 1,65 metro, embora ele tenha conseguido aprovação em outras avaliações físicas, como corrida e flexões.










