Os brasileiros devem consumir mais ovos em 2026. Segundo um estudo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), ligado ao Banco do Nordeste, o consumo médio por habitante deverá alcançar 307 ovos ao longo do ano. O número representa um crescimento de 6,6% em comparação com a média registrada em 2025.
O avanço é impulsionado principalmente pela busca por alimentos com alto valor nutricional e preço mais acessível. Em um cenário de atenção aos gastos domésticos, os ovos seguem como uma das principais alternativas de proteína animal para milhões de famílias brasileiras, substituindo ou complementando carnes em diversas refeições.
O estudo também aponta um cenário positivo para os produtores. Enquanto os preços de insumos importantes, como milho e soja, apresentaram estabilidade ou queda em parte do ano, o valor pago pela caixa de ovos registrou alta superior a 30%. Isso contribuiu para melhorar a rentabilidade do setor e incentivar novos investimentos.
O Brasil continua entre os maiores produtores mundiais de ovos. Em 2025, a produção nacional alcançou 59,44 bilhões de unidades, equivalente a 4,95 bilhões de dúzias. Desse total, cerca de 98,58% foram destinados ao mercado interno, demonstrando a força do consumo doméstico.
Nordeste amplia participação na produção nacional
A região Nordeste teve papel importante nesse crescimento. Em 2025, a produção regional atingiu 10,83 bilhões de ovos, avanço de 6,75% em relação ao ano anterior. Com isso, a região passou a responder por aproximadamente 18% de toda a produção brasileira, fortalecendo a geração de empregos e renda no setor.
O crescimento é sustentado pela modernização das granjas, pelo aumento do consumo e pela melhora no fornecimento de insumos agrícolas. Estados como Pernambuco, Ceará e Bahia lideram esse movimento. Somente a Bahia produziu 22,9 milhões de dúzias no último trimestre de 2025, mantendo-se entre os principais polos da avicultura de postura no Nordeste.










