Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, ganhou o apelido de “Terra do Caqui” por conta da forte produção da fruta na região. A cidade lidera o cultivo no Alto Tietê, com cerca de 916 hectares destinados exclusivamente ao plantio. O número representa quase metade de toda a área cultivada na região.
A produção anual de Mogi das Cruzes impressiona e alcança aproximadamente 45 mil toneladas de caqui por safra. O volume corresponde a cerca de 40% de toda a produção nacional da fruta. Com isso, o município se consolidou como uma das maiores referências do Brasil quando o assunto é cultivo de caqui.
A tradição agrícola começou ainda na década de 1920, quando imigrantes japoneses levaram para a região variedades e técnicas de cultivo adaptadas ao solo paulista. Atualmente, o Alto Tietê concentra 1.484 hectares de plantações distribuídas em 468 propriedades rurais, com destaque para variedades como Fuyu, Giombo e Rama Forte.
Além da tradição, investimentos em assistência técnica, capacitação e modernização ajudam a manter o protagonismo da cidade. Programas públicos e parcerias também colaboram para fortalecer a cadeia produtiva e melhorar o escoamento das frutas, impulsionando a economia local e garantindo renda para centenas de produtores.
Produção agrícola também impulsiona turismo e tradição local
Entre os destaques da produção local está a Fruticultura Hoçoya, conhecida pelo cultivo diversificado e pelo caqui considerado carro-chefe da propriedade. O espaço possui cerca de 12 hectares e se tornou um ponto turístico bastante procurado por visitantes interessados em conhecer de perto os pomares e a produção premiada da fruta.
Além do caqui, Mogi das Cruzes também se destaca nacionalmente pela produção de nêsperas, flores e cogumelos. A força do agronegócio transformou a cidade em uma importante referência agrícola no estado de São Paulo, atraindo visitantes e fortalecendo ainda mais a economia regional.










