Para muitos brasileiros, esquecer de trancar a porta de casa pode ser uma situação preocupante, diante do risco de perdas materiais significativas. Em contrapartida, na cidade de Longyearbyen, localizada a mais de 11 mil quilômetros do país sul-americano, essa preocupação praticamente inexiste.
Isso porque no local, que é a capital do arquipélago de Svalbard, na Noruega, os índices de criminalidade são baixíssimos, com a maioria das ocorrências no local envolvendo apenas infrações de trânsito, pequenos danos patrimoniais ou crimes ambientais.
Além disso, o forte senso de comunidade, vital para a sobrevivência em regiões isoladas e de frio extremo como Longyearbyen, também fundamenta o hábito de manter as casas destrancadas, com a confiança mútua prevalecendo sobre o medo da criminalidade.
Há também casos de moradores que costumam deixar suas portas destrancadas para fins de emergência, permitindo que pedestres encontrem abrigo imediato para se proteger de adversidades climáticas ou encontros perigosos com a fauna local.
Nesse contexto, Longyearbyen mostra que a ausência de trancas não está associada apenas a um nível extremo de segurança, mas sim a um modelo de convivência baseado na confiança e na dependência mútua entre os moradores, que é algo essencial para a sobrevivência em ambientes desafiadores.
Criminalidade nula: entenda como cidade conseguiu “zerar” o crime
Conforme mencionado anteriormente, em Longyearbyen, as ocorrências registradas pelas autoridades geralmente se restringem a questões ambientais ou infrações de menor gravidade, havendo raríssimos registros de crimes violentos. E esse cenário está associado aos seguintes fatores:
- População reduzida: a cidade conta com cerca de 2.500 habitantes que costumam manter contato frequente, o que dificulta o anonimato;
- Isolamento geográfico: a entrada e saída no arquipélago são feitas exclusivamente por via aérea ou marítima, facilitando o controle de quem chega;
- Exigência de emprego: a cidade possui uma rigorosa política de imigração que proíbe o desemprego, forçando pessoas sem meios financeiros a retornarem para o continente caso não consigam se sustentar;
- Segurança da Noruega: Longyearbyen é administrado pela Noruega, que é um dos países com um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo.










