O Brasil possui uma enorme diversidade de serpentes, contando com mais de 430 espécies catalogadas. E embora apenas cerca de 15% desse total seja composto por espécies peçonhentas, o número de acidentes graves no país ainda é elevado.
No entanto, é importante destacar que a maioria das ocorrências não envolve a serpente mais letal do território, tendo em vista que esse título pertence à coral-verdadeira (gênero Micrurus), que é conhecida por seu padrão marcante de anéis coloridos e seu poderoso veneno.
Caracterizada por sua ação neurotóxica, a peçonha da coral-verdadeira ataca o sistema nervoso, bloqueando a comunicação entre nervos e músculos. Esse efeito paralisa o corpo progressivamente e pode levar à morte por insuficiência respiratória em poucas horas.
Contudo, vale lembrar que a espécie é pouco agressiva e passa a maior parte do tempo escondida. Além disso, ela não costuma dar botes, atacando apenas se for manuseada de forma incorreta ou se sentir encurralada.
Ou seja, ainda que tenha potencial para abater animais muito maiores com facilidade, a coral-verdadeira raramente o faz, pois prefere rastejar tranquilamente entre a vegetação, buracos no chão e sob pedras.
Ataques de cobra no Brasil: principais responsáveis
Diferentemente da tímida serpente anelada, outros grupos de cobras exigem muito mais atenção. Afinal, além de carregarem toxinas perigosas, eles são responsáveis por elevados índices de acidentes no país. São eles:
- Jaracacas: responsáveis por cerca de 90% dos acidentes no país, estão distribuídas por todo o território nacional, inclusive em ambientes com forte presença humana, como as grandes cidades;
- Cascavéis: conhecidas por seu chocalho da ponta da cauda, são mais comuns em áreas de cerrado, campos abertos e regiões semiáridas e, assim como a coral-verdadeira, também contam com um veneno que afeta o sistema nervoso;
- Surucucus: vivem predominantemente em áreas de florestas densas, como a Amazônia e a Mata Atlântica, onde ocorrem a maioria dos seus ataques.










