Construído no início do século 3 antes de Cristo, no Egito governado por Ptolomeu I, o Farol de Alexandria foi um monumento conhecido não apenas por sua função de guiar navios em segurança por águas perigosas, mas também por sua imponência.
Afinal, a torre, projetada pelo arquiteto grego Sóstrato de Cnido e erguida na ilha de Faros, ostentou o título de estrutura mais alta da Antiguidade durante séculos antes de se transformar em uma pilha de ruínas nas águas do porto leste de Alexandria.
No entanto, é importante ressaltar que os vestígios do monumento não foram totalmente perdidos, já que expedições de arqueologia subaquática iniciadas no século XX vêm trazendo à tona blocos gigantescos de granito que integravam a estrutura do Farol de Alexandria.
Até o momento, ao menos 22 blocos, com massa estimada entre 70 e 80 toneladas cada, foram içados com sucesso. E de acordo com especialistas, ainda há centenas de peças remanescentes repousando no fundo do mar.
Isso prova que, embora o violento terremoto de 1303 tenha colapsado a estrutura monumental do Farol de Alexandria, seus remanescentes arquitetônicos demonstraram-se fortes o suficiente para perpetuar sua história.
Blocos encontrados podem servir para “reviver” monumento
Com o intuito de restabelecer o monumento em seu pleno esplendor, o consórcio internacional PHAROS, coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) em cooperação com as autoridades governamentais do Egito, deu início a um audacioso plano para “reerguer” o monumento.
E os blocos encontrados desempenham um papel fundamental nesse processo, já que, graças a uma técnica chamada fotogrametria, eles estão sendo escaneados e transformados em modelos digitais.
A partir da digitalização tridimensional do acervo, os pesquisadores estarão aptos a analisar o encaixe das peças e, com isso, reconstituir o farol virtualmente para que a estrutura original possa ser visualizada de forma realista nos dias atuais.










