Uma grande operação realizada pelo governo federal revelou um esquema envolvendo a produção e comercialização de café adulterado em diferentes regiões do país. A ação ocorreu entre os dias 25 e 28 de maio e resultou na apreensão de mais de 82 toneladas de produtos irregulares, além da interdição de 19 estabelecimentos ligados ao setor.
A força-tarefa foi coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com apoio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e dos Procons estaduais e municipais. As fiscalizações aconteceram simultaneamente em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal.
Ao todo, foram realizadas 84 inspeções em indústrias e estabelecimentos do ramo. Os números chamaram a atenção das autoridades, já que quase um terço das empresas vistoriadas acabou interditado imediatamente por apresentar condições sanitárias inadequadas ou fortes indícios de fraude na produção.
Segundo o Ministério da Agricultura, as irregularidades identificadas representam uma parcela reduzida do mercado nacional. Ainda assim, o caso acende um alerta para os riscos à saúde dos consumidores e para os prejuízos causados à concorrência dentro de um dos setores mais importantes do agronegócio brasileiro.
Matéria-prima irregular foi o principal alvo das apreensões
Das mais de 82 toneladas recolhidas durante a operação, cerca de 76 toneladas eram compostas por matéria-prima genérica utilizada ilegalmente na fabricação do pó de café. Além disso, quase 6 toneladas de café torrado e moído, já embalado para venda ao consumidor, foram retiradas de circulação pelos fiscais.
Enquanto as equipes do Ministério da Agricultura atuavam dentro das torrefadoras, os Procons realizaram uma ampla varredura em supermercados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. O objetivo foi localizar marcas e lotes suspeitos de adulteração, impedindo que os produtos chegassem à mesa dos consumidores.










