O empresário Elie Horn, fundador da Cyrela e dono de uma fortuna estimada em cerca de R$ 3 bilhões, tornou-se um dos maiores exemplos de filantropia do país ao anunciar a decisão de destinar a maior parte de seu patrimônio para causas sociais. Aos 81 anos, ele assumiu publicamente o compromisso de doar 60% de sua riqueza, iniciativa que chamou atenção dentro e fora do Brasil.
O anúncio foi feito durante o 4º Fórum Brasileiro de Filantropos & Investidores Sociais, realizado em São Paulo. Diagnosticado com Parkinson em 2012, Horn passou a dedicar mais tempo às atividades filantrópicas e reduziu sua participação na gestão da empresa para concentrar esforços em projetos voltados ao desenvolvimento social.
A decisão também foi influenciada pela história de sua família. Segundo o empresário, o exemplo do pai, que doou toda a fortuna que acumulou ao longo da vida, teve papel fundamental em sua visão sobre riqueza e responsabilidade social. Em 2015, Horn formalizou sua adesão ao The Giving Pledge, movimento internacional que reúne bilionários dispostos a destinar grande parte de seus patrimônios para ações beneficentes.
Desde então, um comitê especializado passou a coordenar as doações, beneficiando mais de 200 projetos em áreas como saúde, educação e proteção infantil. Para Horn, o verdadeiro valor do dinheiro está em sua capacidade de transformar vidas e gerar oportunidades para quem mais precisa.
Empresário quer estimular a cultura da doação no Brasil
Além de contribuir diretamente para causas sociais, Elie Horn busca incentivar outros empresários e investidores a seguirem o mesmo caminho. Com esse objetivo, ele criou o Movimento Bem Maior, iniciativa que trabalha para ampliar a cultura da filantropia no país e aumentar a participação das doações privadas em projetos de impacto social.
O empresário costuma destacar que a riqueza não deve ser medida apenas pelos bens acumulados, mas pela capacidade de contribuir para uma sociedade melhor. Mesmo anos após anunciar seu compromisso, Horn continua apoiando diferentes iniciativas e permanece como uma das figuras mais influentes da filantropia brasileira.









