Muitas cidades italianas têm buscado soluções criativas para combater a redução da população e atrair novos moradores. Nos últimos anos, diversas aldeias ficaram conhecidas por vender casas abandonadas por apenas 1 euro, desde que os compradores assumissem o compromisso de reformá-las. Agora, uma pequena vila medieval resolveu ir ainda mais longe para garantir seu futuro.
Localizada na região de Abruzzo, no centro-sul da Itália, a vila de Santo Stefano di Sessanio lançou um programa que oferece incentivos financeiros para pessoas dispostas a se mudar para o local. Além de auxílio em dinheiro, os novos residentes podem receber apoio para iniciar um negócio próprio e ter acesso a moradias com aluguel simbólico.
Segundo as autoridades locais, o objetivo não é transformar a iniciativa em um empreendimento comercial, mas sim manter a comunidade viva. Cercada por muralhas medievais e situada a cerca de 1.250 metros de altitude, a vila preserva construções históricas, ruas de pedra e uma atmosfera que lembra cenários de contos de fadas.
A preocupação com o futuro da comunidade é compreensível. Santo Stefano di Sessanio possui oficialmente apenas 115 habitantes, mas o número de moradores permanentes durante todo o ano pode variar entre 60 e 70 pessoas. Além disso, grande parte da população é formada por aposentados, enquanto o número de crianças e jovens permanece muito reduzido.
Quem pode participar da iniciativa
Apesar dos benefícios oferecidos, existem algumas exigências para os interessados. Os candidatos precisam ter até 40 anos de idade e possuir residência legal na Itália ou condições para obtê-la. A intenção é atrair pessoas que possam permanecer por muitos anos na vila, contribuindo para a economia local e ajudando a renovar a comunidade.
Conhecida também por abrigar o famoso hotel difuso Sextantio, que utiliza antigas casas da aldeia como acomodações, Santo Stefano di Sessanio aposta no turismo e no empreendedorismo como ferramentas para garantir sua sobrevivência. Com incentivos financeiros, a vila espera evitar o destino de tantas pequenas comunidades que perderam população ao longo das últimas décadas.










