O Rio Grande do Sul deve enfrentar uma das semanas mais frias do ano, com temperaturas negativas e geadas generalizadas em diversas regiões. A atuação de uma massa de ar polar reforça o frio, especialmente nas madrugadas e primeiras horas do dia. Mesmo assim, esse cenário não garante a formação de neve. O fenômeno segue sendo considerado raro.
Segundo a meteorologista Kátia Valente, do Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Estado, existe apenas uma pequena possibilidade de neve em pontos mais altos da Serra Gaúcha. Ainda assim, o ar seco predominante dificulta a combinação necessária de umidade e temperatura. Sem esses dois fatores juntos, o fenômeno não se sustenta. Por isso, a expectativa é baixa.
O que deve marcar os próximos dias é a intensidade do frio em si. As temperaturas negativas podem aparecer com mais frequência em algumas regiões do Estado. As geadas tendem a ser amplas e mais persistentes, afetando áreas urbanas e rurais. A sensação térmica também pode cair ainda mais por causa do vento.
Enquanto a neve permanece como uma possibilidade remota, o inverno gaúcho segue dentro do padrão de fortes incursões de ar polar. São episódios que chamam atenção pelo frio intenso, mas nem sempre pela ocorrência de fenômenos raros. A combinação necessária para neve continua sendo difícil de se formar.
O que esperar do restante do inverno
Na segunda metade do inverno, o cenário deve mudar com a influência do fenômeno El Niño. Esse padrão costuma alterar o regime de chuvas no Sul do Brasil. A tendência é de aumento na frequência de precipitações. O clima fica mais instável e irregular.
Com isso, cresce também o risco de temporais mais intensos no Rio Grande do Sul. Esses eventos devem se concentrar principalmente entre o fim do inverno e o início da primavera. A alternância entre frio e chuva deve se tornar mais comum. Isso mantém o estado em alerta para variações bruscas no tempo.










