Embora a divisão territorial definitiva e oficial entre os Estados Unidos e o Canadá só tenha se consolidado com o Tratado de Oregon em 1846, os países norte-americanos compartilham sua fronteira terrestre desde o século XVIII.
Todavia, essa configuração pode ser modificada nos próximos meses, uma vez que o movimento “Stay Free Alberta” conquistou o apoio de mais de 300 mil pessoas para protocolar um pedido de plebiscito pela independência da populosa província homônima, localizada no oeste do Canadá.
Apoiadores do movimento afirmam que a decisão decorre do suposto descaso da administração federal com Alberta. Para eles, a postura do governo central restringe a prosperidade econômica e o pleno desenvolvimento da província.
Conforme divulgado pelo portal Diário do Comércio, a premiê do país, Danielle Smith, confirmou que, no dia 19 de outubro, será realizada uma votação para que os cidadãos decidam o futuro político de Alberta, definindo se o território continuará pertencendo ao Canadá ou se tornará um país independente.
Ela também manifestou sua opinião sobre o tema, afirmando que votará pela permanência da província no Canadá. Apesar disso, Smith ainda atribuiu parte do descontentamento popular às políticas implementadas pelo ex-primeiro-ministro Justin Trudeau.
Criação de novo país divide opiniões
Mesmo tendo conquistado um amplo apoio, o posicionamento do “Stay Free Alberta” está longe de ser um consenso no território canadense, tendo em vista que muitas vozes contrárias ao projeto também estão ganhando espaço no debate público.
Além de Smith, figuras como o primeiro-ministro Mark Carney também se posicionaram contra a medida, afirmando que Alberta possui muito mais vantagens caso continue integrando o território do Canadá.
Além disso, uma parte significativa da população do país se mostrou favorável à ideia de Alberta seguir anexada ao Canadá. Já representantes da Câmara de Comércio local alertaram para os riscos financeiros que a decisão pode trazer.






