A discussão sobre as causas do autismo voltou ao centro do debate após a participação do neuropediatra José Salomão Schwartzman no Roda Viva da última segunda-feira (6). Durante a entrevista, o especialista destacou que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) não possui um único fator determinante, mas sim uma combinação de elementos que influenciam o desenvolvimento da condição.
Segundo o médico, um dos principais fatores está na genética. Ele explicou que, em muitos casos, existe uma carga genética importante que pode levar ao autismo, inclusive em famílias com histórico recorrente da condição. Em situações mais intensas, essa predisposição genética pode ser suficiente por si só, sem a necessidade de outros fatores externos.
Além disso, Schwartzman ressaltou que fatores ambientais também podem atuar como “gatilhos”, principalmente durante a gestação. Esses elementos, ainda em estudo, podem aumentar a probabilidade de uma criança desenvolver o transtorno, reforçando a ideia de que o autismo é resultado da interação entre genética e ambiente.
Outro ponto importante destacado pelo especialista é que ainda não existe um marcador biológico capaz de identificar o autismo de forma objetiva. Isso significa que o diagnóstico continua sendo clínico, baseado na observação do comportamento e no desenvolvimento da criança, o que torna o processo mais complexo e exige acompanhamento especializado.
Entendimento sobre o autismo ainda evolui com a ciência
Apesar dos avanços, especialistas reforçam que o autismo não tem uma causa única e definitiva. A ciência segue investigando diferentes fatores que podem influenciar o surgimento do transtorno, incluindo aspectos genéticos, ambientais e neurológicos, o que torna cada caso único.
Diante disso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento multidisciplinar são fundamentais para o desenvolvimento das crianças com TEA. Quanto mais cedo houver identificação e suporte adequado, maiores são as chances de evolução na comunicação, aprendizado e qualidade de vida.





