A Finlândia deu um passo histórico na modernização de suas telecomunicações ao encerrar a última grande rede nacional de telefonia fixa baseada em cabos de cobre. Com a medida, que entrou em vigor no fim de junho e marca uma nova fase a partir de julho, o país praticamente se despede de uma tecnologia utilizada desde o século XIX.
A mudança ocorreu após a operadora Elisa, a última grande empresa finlandesa a manter o serviço, desligar sua infraestrutura de telefonia fixa. Segundo a companhia, restavam apenas alguns milhares de assinantes utilizando as linhas tradicionais, número considerado insuficiente para justificar a manutenção da rede.
Nos últimos anos, a Finlândia substituiu gradualmente os antigos cabos de cobre por redes de fibra óptica, capazes de oferecer internet de alta velocidade e serviços de voz com maior qualidade e eficiência. Antes da Elisa, as operadoras Telia e DNA já haviam encerrado suas operações de telefonia fixa convencional.
Embora pequenas operadoras locais ainda mantenham linhas fixas em algumas regiões, o encerramento da rede da Elisa simboliza o fim da telefonia fixa em escala nacional. A decisão acompanha a queda contínua no uso desse tipo de serviço, que perdeu espaço para os celulares e para as tecnologias de comunicação via internet.
Última ligação marcou o encerramento de uma era
O fim da rede foi celebrado com uma última ligação simbólica entre o diretor-presidente da Elisa, Topi Manner, e o chefe da Agência Finlandesa de Transportes e Comunicações, Jarkko Saarimaki. Durante a conversa, ambos relembraram a importância histórica do telefone fixo e como ele aproximou famílias e empresas por décadas.
Ao encerrar a chamada com a expressão finlandesa “kuulemiin”, equivalente a “falamos depois”, os dois marcaram oficialmente o encerramento de uma tecnologia que acompanhou gerações. A iniciativa reforça a posição da Finlândia como um dos países mais avançados na digitalização de seus serviços de telecomunicações.










