Desenvolvido para proteger os lares mais vulneráveis contra os impactos do descongelamento das tarifas de eletricidade, o Subsídio de Energia Elétrica foi criado pelo governo do Chile em abril de 2024 e, desde então, veio concedendo um alívio no orçamento de diversas famílias.
Em 2026, o benefício completa seu terceiro ano de vigência e seguirá reduzindo o valor das tarifas no país. Entretanto, de acordo com informações veiculadas pelo portal Meganoticiais, o período também assinala o encerramento da iniciativa.
Isso porque, de acordo com o Ministério da Energia do Chile, o programa, que foi instituído com caráter temporário, concluiu os ciclos previstos na legislação original.
Sendo assim, a quinta convocatória para o Subsídio de Energia Elétrica, que teve seu período de inscrições encerrado no mês de junho, deve ser de fato a última. Os resultados dessa chamada derradeira serão publicados em agosto.
Vale destacar que, embora existam discussões no âmbito do Legislativo e projetos de lei que proponham a ampliação da duração do benefício, nenhuma dessas iniciativas avançou até o momento.
Impacto do Subsídio de Energia Elétrica: benefício concedia descontos significativos
Ao contrário da Tarifa Social brasileira, que estabelece descontos conforme as faixas de consumo, o Subsídio de Energia Elétrica chileno utiliza como critério o número de integrantes de cada domicílio registrados no Cadastro Social de Domicílios (RSH).
O benefício possui caráter semestral, mas o valor total é dividido em seis parcelas mensais, que são descontadas diretamente na conta de luz. Os valores definidos mais recentemente são os seguintes:
- Famílias unipessoais: desconto total de $17.346 pesos chilenos (cerca de $2.891 pesos por mês);
- Famílias de 2 a 3 integrantes: desconto total de $22.548 pesos chilenos (cerca de $3.758 pesos por mês);
- Famílias com 4 ou mais integrantes: desconto total de $31.224 pesos chilenos (cerca de $5.370 pesos por mês).










