A greve dos rodoviários começou na madrugada desta quarta-feira e afeta o transporte público no Rio de Janeiro. Com a paralisação iniciada à meia-noite, milhares de passageiros enfrentam dificuldades para se deslocar, já que apenas parte da frota de ônibus está circulando, provocando longas filas, atrasos e superlotação.
O movimento foi mantido após assembleia da categoria, que reivindica reajuste salarial, melhorias nas condições de trabalho e aumento no valor do tíquete-alimentação. Entre as principais demandas estão um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados, R$ 4 mil para condutores de veículos convencionais, além do fim dos contratos temporários e da formalização de trabalhadores pelo regime da CLT.
Com a redução da frota em circulação na capital fluminense, muitos passageiros recorreram ao metrô, trens, barcas e aplicativos de transporte para conseguir chegar ao trabalho e a outros compromissos. A paralisação também provocou congestionamentos e aumento no tempo de deslocamento em diversos pontos da cidade.
Enquanto isso, representantes dos trabalhadores e das empresas seguem em negociação na tentativa de encerrar o impasse. A Justiça do Trabalho chegou a propor uma trégua até uma nova rodada de conciliação, mas a continuidade da greve depende das próximas decisões da categoria.
O que motivou a greve no Rio de Janeiro?
Os rodoviários afirmam que a paralisação foi motivada pela falta de acordo nas negociações salariais e pelas reivindicações relacionadas às condições de trabalho. A categoria pede reajustes superiores aos apresentados pelas empresas, além de melhorias nos benefícios oferecidos aos trabalhadores.
Até que haja um entendimento entre as partes, a orientação para a população do Rio de Janeiro é acompanhar os comunicados das empresas de transporte e das autoridades, já que a operação dos ônibus pode sofrer alterações conforme o andamento das negociações e das decisões judiciais.










