Durante muitos anos, os refrigerantes sem açúcar enfrentaram resistência ao redor de todo o mundo, tanto pelo forte gosto residual dos adoçantes presentes em sua fórmula, quanto pelo estigma de que eram recomendados apenas para pessoas que sofriam com problemas como diabetes.
Com o passar do tempo, o produto passou por reformulações que não só o tornaram mais palatável para um público mais amplo, como também o consolidaram como um grande aliado para pessoas que passaram a adotar hábitos mais saudáveis.
Contudo, apesar da grande variedade de refrigerantes sem açúcar nas prateleiras, é inegável que a Coca-Cola Zero lidera de forma absoluta esse segmento, registrando volumes expressivos de vendas globalmente.
Vale destacar inclusive que, em entrevista ao portal Mercado&Consumo, o diretor de Trade Marketing da Coca-Cola Femsa Brasil, Hugo Medeiros, afirmou que o país sul-americano é um dos principais mercados do produto, com o consumo superando 515 milhões de litros anuais.
De acordo com o executivo, a evolução no comportamento do consumidor brasileiro foi o principal catalisador desse movimento. E para acompanhar essa tendência e consolidar sua participação no setor, a companhia decidiu fazer grandes reestruturações em suas linhas de produção e comercialização.
Nutricionistas alertam sobre os riscos da Coca-Cola Zero
É importante lembrar que mesmo isenta de açúcares e calorias, a Coca-Cola Zero está longe de ser inofensiva. Afinal, o produto ainda é uma bebida ultraprocessada, composta principalmente por adoçantes artificiais.
Especialistas alertam que, além do valor nutricional nulo, a bebida ainda pode desencadear quadros de compulsão, sendo esse um efeito que decorre de alterações nos neurotransmissores e nos receptores de doçura provocadas pelo consumo excessivo de adoçantes artificiais.
Além disso, estudos apontam que a ingestão diária de Coca-Cola Zero pode sobrecarregar os rins e estar associado a problemas cardíacos, sobretudo quando o consumo ultrapassa quantidades consideradas normais.










