Pesquisadores desenvolveram um novo sistema de transmissão de dados que conseguiu atingir velocidades de até 362 gigabits por segundo. O número é muito superior ao das conexões sem fio utilizadas atualmente e, por causa disso, surgiram questionamentos sobre uma possível substituição do Wi-Fi.
No entanto, especialistas acreditam que a tecnologia deve atuar como complemento das redes atuais, e não como uma substituta.
Como o sistema funciona
Enquanto o Wi-Fi utiliza ondas de rádio para conectar dispositivos à internet, o novo sistema envia informações por meio de feixes de luz. Essa tecnologia permite transmitir grandes quantidades de dados em pouco tempo e ainda reduz problemas relacionados à interferência de sinal.
Esse sistema também consome menos energia em comparação com alguns sistemas sem fio. Por essas características, o novo modelo pode ser mais útil em ambientes que exigem conexões extremamente rápidas e com maior estabilidade.
Por que ele não deve substituir o Wi-Fi
Apesar da velocidade e da estabilidade, o novo sistema possui uma limitação: para funcionar, o feixe de luz precisa ter um caminho livre entre os equipamentos. Isso significa que paredes, portas, móveis e até pessoas podem interromper a transmissão.
Em uma casa ou escritório, onde existem diversos ambientes separados, essa limitação acaba reduzindo bastante a velocidade do sistema.
Por outro lado, o Wi-Fi consegue distribuir o sinal por vários cômodos ao mesmo tempo. Por causa disso, ele não deve ser substituído tão facilmente.
Futuro pode unir as duas tecnologias
No futuro, tanto o Wi-Fi quanto esse novo sistema podem ser utilizados, sem que um tome o lugar do outro. O novo sistema poderá ser utilizado em locais que precisam de velocidades e internet muito rápidas, enquanto o Wi-Fi pode continuar sendo responsável por conectar celulares, computadores, televisões e outros aparelhos.










