Um estudo promovido pelo Science Museum Group e financiado pelo Creative Industries Policy and Evidence Centre (PEC) apontou que o mundo está ficando mais cinza. A curiosa pesquisa, que utilizou o acervo de objetos do próprio museu britânico, apontou que as cores do dia a dia se transformaram com o passar do tempo e os tons mais vibrantes ficaram para trás.
Responsável pelo estudo, a pesquisadora Cat Sleeman analisou mais de sete mil fotografias de objetos cotidianos, categorizando-os por cor e uso. Ao todo, foram 21 diferentes categorias apontadas. A análise foi feita a partir da contabilização de pixels de cores diferentes, e também abordou a forma dos objetos estudados.
Segundo Sleeman, a cor cinza se tornou tendência nos últimos dois séculos. O gráfico que sintetiza esses resultados relaciona a quantidade de pixels das imagens dos objetos com o período ao qual eles pertencem. De 1800 até 2025, cores amareladas e amarronzadas foram caindo em desuso. Tal mudança também é sentida ao olharmos fotos e vídeos do passado.

Por quê o mundo está menos colorido?
A transformação apontada pelo estudo do Science Museum Group não se dá apenas por questões estéticas. No mesmo recorte da pesquisa, ocorre a inserção do plástico e posteriormente do aço inox, além de uma clara diminuição do uso da madeira.
As cores, que até a primeira metade do século XX marcavam presença nos interiores, objetos decorativos e móveis, foram gradualmente perdendo espaço e sendo substituídas. Essa tendência também refletiu em diversos setores da indústria e da cultura.
Como isto nos afeta?
Um outro estudo, este publicado na revista BMC Medical Research Methodology em 2010, mostrou que o cinza é apontado por pacientes para representar a depressão, enquanto o amarelo é uma metáfora comum para a alegria.
Cores vibrantes estão associadas a sensações de alegria, energia e vitalidade. Ambientes mais neutros ou acinzentados podem reforçar sentimentos de apatia, melancolia ou cansaço. Cores ajudam a expressar personalidade, cultura e emoções. Sua ausência pode levar a um sentimento de apagamento individual ou coletivo.






