Apesar de ser amplamente conhecida por sua relevância histórica, a cidade de Alcântara, situada no litoral norte do estado do Maranhão, também foi lar, durante anos, de um dos piores trechos rodoviários do país.
Isso porque a rodovia estadual MA-106, que liga a sede do município ao povoado de Cujupe e a outras localidades da Baixada Maranhense já sofreu com trechos que, em períodos de chuvas fortes, praticamente desapareciam sob a água.
A situação decorria, sobretudo, de um prolongado período de abandono, que não apenas desgastou a via, mas também inviabilizou obras de infraestrutura preventiva, a exemplo de sistemas de escoamento de água.
Devido às condições, a estrada recebeu uma avaliação negativa por parte da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Contudo, essa realidade começou a se transformar após intervenções recentes.
Conforme publicado em seu perfil oficial nas redes sociais, o governo do Maranhão promoveu uma ampla reestruturação viária recentemente, realizando obras em cerca de 80 km da rodovia que garantiram muito mais segurança e trafegabilidade aos motoristas.
Além de Alcântara: município da região Norte sofre com problema semelhante
Enquanto a população de Alcântara e regiões vizinhas vivencia a superação desse grande problema infraestrutural, no município de Uiramutã, ao norte de Roraima, comunidades indígenas locais continuam assistindo às suas estradas desaparecerem sob a força das chuvas.
Conforme relatado pelo portal g1, o período chuvoso impõe severos obstáculos às milhares de pessoas que vivem na região, já que o colapso das vias compromete o acesso à saúde, à educação e ao abastecimento de alimentos.
Vale destacar que, embora o governo federal tenha reconhecido a situação de emergência em Uiramutã em meados do ano passado, a precariedade das estradas permanece como um desafio crítico para a região, uma vez que não há nenhuma obra em andamento.










