No reino animal, a máxima de que o tamanho não é relevante cai por terra, já que parecer maior e mais imponente é, para alguns animais, sua principal estratégia de sobrevivência.
Entre os principais expoentes dessa estratégia defensiva destaca-se o baiacu, espécie pertencente à ordem dos Tetraodontiformes, que ganhou apelidos como “peixe-balão” justamente devido à sua capacidade de expandir drasticamente o seu volume corporal.
Para ativar o mecanismo de defesa, o animal ingere água ou ar em frações de segundo. Com isso, a elasticidade de sua pele e a maleabilidade de sua musculatura fazem com que ele praticamente dobre de tamanho, o que confunde predadores e anula qualquer tentativa de ataque.
A eficiência desse mecanismo anatômico é potencializada pela ausência de costelas, o que elimina restrições mecânicas à expansão do peixe. Além disso, a estrutura da coluna vertebral e a resiliência dos tecidos internos do baiacu ainda asseguram que a dilatação ocorra de forma segura.
É relevante destacar que quase todas as espécies de baiacu possuem a tetrodotoxina, uma neurotoxina mortal, que também serve para proteção. Porém, a técnica de se expandir para parecer maior costuma ser sua estratégia de defesa primordial.
Baiacus brasileiros: conheça as versões nacionais do “peixe-balão”
De acordo com especialistas, a família Tetraodontidae reúne cerca de 190 espécies de peixes, das quais aproximadamente 30 podem viver em águas doces de locais como a América do Sul. E é justamente nesse grupo que se enquadram as espécies brasileiras de baiacu, sendo elas:
- Baiacu-carioca (Sphoeroides camila): muito abuntante na região de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, a espécie habita principalmente as costas de água salgada brasileiras;
- Baiacu-arara (Lagocephalus laevigatus): a espécie pelágica é amplamente conhecida por pescadores do litoral do país;
- Baiacu-pinima (Sphoeroides testudineus): também conhecido como baiacu-pintado, é frequentemente visto em manguezais e estuários;
- Baiacu-da-amazônia (Colomesus asellus): frequentemente criado em aquários, o peixe mede cerca de 12 cm e é frequentemente criado em aquários;
- Baiacu-açu (Colomesus psittacus): a espécie costuma ser vista Ocorre nas águas turvas e estuários do Rio Amazonas.










