As árvores são apontadas como a principal estratégia para mitigar a elevação das temperaturas urbanas, pois além de desempenharem um papel essencial na purificação do ar, elas ainda proporcionam sombreamento, o que ajuda a resfriar o solo e a diminuir o calor sufocante em muitas regiões.
Todavia, é importante destacar que esses efeitos não são unânimes, uma vez que, de acordo com os resultados de um estudo global liderado por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, a arborização também pode agravar o abafamento.
Isso ocorre porque, embora sejam capazes de bloquear a radiação solar durante o dia, algumas espécies podem reter o calor e aumentar as temperaturas, sobretudo quando plantadas de forma inadequada.
Segundo os especialistas envolvidos na pesquisa, o resfriamento promovido pelas árvores demonstrou maior eficácia em regiões mais abertas e com climas mais secos, como o padrão do Centro-Oeste brasileiro.
Já em regiões de clima temperado, mesmo reduzindo a temperatura diurna em até 6 °C, as árvores demonstraram potencial para elevar o calor em até 1,5 °C, especialmente no período noturno. Diante desse cenário, os pesquisadores enfatizam que o plantio deve ser adaptado às particularidades geográficas e climáticas de cada localidade.
Quente x frio: árvores ideais para cada tipo de clima
Para certificar-se de que a árvore selecionada para o plantio não acarretará o risco de elevar as temperaturas locais, é fundamental avaliar a adaptabilidade da espécie a regiões quentes ou frias. E entre as as alternativas recomendadas para cada perfil climático, destacam-se as seguintes opções:
- Regiões quentes: por geralmente apresentarem copas densas, folhas largas, alta resistência a temperaturas elevadas e sistemas radiculares adaptados, árvores como mangueiras, ipês-roxos, patas-de-vaca, jacarandás mimosos e tipuanas se sobressaem;
- Regiões frias: capazes de fornecer sombra densa durante o verão sem elevar as temperaturas e ainda resistir às baixas temperaturas de inverno, árvores como álamos-trêmulos, salgueiros-chorões e sequoias-da-aurora se distinguem.










