Embora integrem a fauna urbana de alguns países, os esquilos são roedores selvagens que, geralmente, preferem viver em árvores em meio à natureza. Contudo, não são incomuns os casos em que os animais passam a frequentar jardins de residências.
Vale destacar que essas visitas costumam acontecer com frequência, já que os animais são vistos regularmente pelos moradores. E de acordo com especialistas, existe uma explicação para esse comportamento.
Assim como as aves, os esquilos constroem ninhos complexos, feitos de de galhos e folhas entrelaçados e com um interior forrado de musgo, capim e pelos em locais que consideram seguros para proteger seus filhotes.
Dessa forma, a permanência contínua desses animais em áreas residenciais indica que eles identificaram o ambiente como um refúgio seguro, capaz de fornecer os recursos necessários para o desenvolvimento protegido de sua prole.
Caso se sintam ameaçados, esses roedores tendem a abandonar o ambiente, mas também podem manifestar reações agressivas na tentativa de se defender e proteger seus filhotes. Portanto, ao avistar um esquilo que visita o jardim com frequência, é ideal dar espaço para o animal para garantir uma convivência tranquila.
Esquilos do Brasil apresentam comportamento diferenciado
O avistamento de esquilos em áreas residenciais ocorre principalmente em países do Hemisfério Norte, como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. No Brasil, embora existam espécies nativas como o serelepe e o caxinguelê, é extremamente difícil encontrá-los.
Isso porque, além de viverem principalmente na Mata Atlântica e na Amazônia, esses animais também são extremamente ariscos e raramente descem da copa das árvores, evitando, assim, qualquer contato com seres humanos.
Em contrapartida, nos Estados Unidos e Canadá, espécies como o esquilo-cinzento são presenças constantes em quintais e praças, convivendo próximos aos humanos sem muitos problemas. Além disso, em algumas cidades da Europa, o roedor já se tornou até mesmo uma praga urbana.










