A Praia de Itaipuaçu, localizada em Maricá, no Rio de Janeiro, chama atenção pela extensa faixa de areia e pela vista privilegiada da Serra da Tiririca. O visual paradisíaco costuma atrair turistas e moradores durante boa parte do ano, principalmente em períodos de calor intenso. Apesar da beleza natural, o local também é conhecido pelos perigos escondidos no mar.
Considerada uma das praias mais traiçoeiras do Brasil, Itaipuaçu apresenta um mar aberto e com mudanças bruscas de profundidade. Em poucos passos dentro da água, muitos banhistas acabam perdendo o contato com o chão por causa da inclinação acentuada do fundo. Essa característica aumenta significativamente o risco de acidentes.
Outro problema frequente são as correntes de retorno, comuns na região. Elas se formam quando a água que chega com força até a areia retorna rapidamente para o oceano, criando corredores capazes de puxar banhistas para áreas mais profundas. Em muitos casos, o desespero faz com que as vítimas tentem nadar contra a corrente, agravando ainda mais a situação.
Além das correntes fortes, as ondas de Itaipuaçu também costumam ser intensas e imprevisíveis. Durante períodos de ressaca, o mar se torna ainda mais perigoso, inclusive para nadadores experientes. A combinação entre ondas potentes, fundo inclinado e correntes rápidas explica por que a praia exige atenção redobrada de quem decide entrar no mar.
Resgates e alertas reforçam fama perigosa da praia
Ao longo dos anos, equipes de salvamento registraram diversos resgates na região de Itaipuaçu. Muitos dos acidentes envolvem turistas que desconhecem as características do mar e acabam surpreendidos pela força das correntes de retorno logo nos primeiros metros dentro da água.
Mesmo fora da alta temporada, moradores costumam alertar visitantes sobre os riscos do local. Especialistas orientam que banhistas evitem entrar no mar em dias de ressaca e sempre respeitem as recomendações dos guarda-vidas, principalmente em trechos sinalizados como perigosos.










