{"id":10209,"date":"2025-11-27T14:00:00","date_gmt":"2025-11-27T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=10209"},"modified":"2025-11-26T13:07:49","modified_gmt":"2025-11-26T16:07:49","slug":"provas-da-existencia-de-dinossauros-na-amazonia-foram-descobertas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/provas-da-existencia-de-dinossauros-na-amazonia-foram-descobertas\/","title":{"rendered":"Provas da exist\u00eancia de dinossauros na Amaz\u00f4nia foram descobertas"},"content":{"rendered":"\n<p>A presen\u00e7a de dinossauros em diferentes partes do Brasil j\u00e1 era amplamente conhecida pelos pesquisadores. Embora f\u00f3sseis relevantes tenham sido descobertos ao longo dos anos, faltavam ind\u00edcios que confirmassem a passagem dessas criaturas pela regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, cientistas da Universidade Federal de Roraima (UFRR) identificaram, pela primeira vez, evid\u00eancias de que dinossauros viveram na Amaz\u00f4nia h\u00e1 mais de 103 milh\u00f5es de anos. Entre os achados est\u00e3o mais de dez pegadas da era Jur\u00e1ssico-Cret\u00e1cea, encontradas na \u00e1rea conhecida como Bacia do Tacutu.<\/p>\n\n\n\n<p>Os vest\u00edgios foram identificados na cidade de Bonfim, no norte de Roraima. Embora ainda n\u00e3o seja poss\u00edvel determinar exatamente quais esp\u00e9cies deixaram as pegadas, elas permitem reconhecer os grupos que viveram na regi\u00e3o. Entre eles est\u00e3o os raptores, os ornit\u00f3podes \u2014 dinossauros b\u00edpedes e herb\u00edvoros \u2014 e os xire\u00f3foros.<\/p>\n\n\n\n<p>A Amaz\u00f4nia sempre apresentou poucas descobertas paleontol\u00f3gicas, principalmente porque as rochas da regi\u00e3o ficam muito expostas e passam por forte intemperiza\u00e7\u00e3o. Esse desgaste natural provoca a decomposi\u00e7\u00e3o das rochas, o que dificulta a preserva\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>As pegadas de dinossauro foram encontradas em 2014, durante uma atividade de campo realizada por alunos de Geologia da UFRR sob coordena\u00e7\u00e3o do professor Vladimir Souza. Na \u00e9poca, a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha especialistas em paleoecologia nem os equipamentos necess\u00e1rios para analisar o material.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o estudo acabou sendo interrompido e a descoberta permaneceu sem divulga\u00e7\u00e3o. Somente em 2021 o projeto foi retomado. A identifica\u00e7\u00e3o das pegadas come\u00e7ou pela fotogrametria, t\u00e9cnica que permite gerar modelos 3D detalhados e de alta precis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presen\u00e7a de dinossauros em diferentes partes do Brasil j\u00e1 era amplamente conhecida pelos pesquisadores. Embora f\u00f3sseis relevantes tenham sido descobertos ao longo dos anos, faltavam ind\u00edcios que confirmassem a passagem dessas criaturas pela regi\u00e3o amaz\u00f4nica. 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