{"id":1045,"date":"2025-08-13T19:00:00","date_gmt":"2025-08-13T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=1045"},"modified":"2025-08-12T14:40:50","modified_gmt":"2025-08-12T17:40:50","slug":"cientista-quer-entender-por-que-alguns-cerebros-duram-ate-12-mil-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/cientista-quer-entender-por-que-alguns-cerebros-duram-ate-12-mil-anos\/","title":{"rendered":"Cientista quer entender por que alguns c\u00e9rebros duram at\u00e9 12 mil anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Antrop\u00f3loga forense e pesquisadora de p\u00f3s-doutorado na Universidade de Oxford, no Reino Unido, a cientista brit\u00e2nica Alexandra Morton-Hayward apresentou sua cole\u00e7\u00e3o de mais de 600 c\u00e9rebros antigos de todo o mundo para a BBC. Algumas das pe\u00e7as guardadas com muito carinho por Alexandra chegam at\u00e9 12 mil anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os c\u00e9rebros geralmente se decomp\u00f5em rapidamente ap\u00f3s a morte. Como, ent\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel encontrar c\u00e9rebros que n\u00e3o sofreram esse processo de degrada\u00e7\u00e3o em s\u00edtios arqueol\u00f3gicos? \u00c9 o que Alexandra e sua equipe buscam responder. A resposta, ela afirma, pode ajudar a estudar doen\u00e7as neurodegenerativas como Alzheimer ou Parkinson.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a morte, enzimas presentes no c\u00e9rebro iniciam a digest\u00e3o das c\u00e9lulas de dentro para fora, em um processo chamado aut\u00f3lise. Em poucos dias, as membranas celulares se rompem e o c\u00e9rebro se liquefaz. At\u00e9 o momento, os cientistas ainda n\u00e3o compreendem exatamente por que alguns c\u00e9rebros conseguem se conservar por centenas ou at\u00e9 milhares de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Morton-Hayward, no entanto, tem uma hip\u00f3tese: os mesmos processos moleculares que danificam nossos c\u00e9rebros em vida podem ajudar a preserv\u00e1-los ap\u00f3s a morte: &#8220;O ferro se acumula no c\u00e9rebro \u00e0 medida que envelhecemos. Envelhecemos mais r\u00e1pido se sofremos priva\u00e7\u00e3o, trauma, estresse\u2026 Portanto, esperar\u00edamos que houvesse mais ferro presente no c\u00e9rebro daqueles que sofreram&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Curiosidades sobre o c\u00e9rebro humano<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Peso e consumo de energia<\/strong>: Apesar de representar apenas cerca de 2% do peso corporal, o c\u00e9rebro consome cerca de 20% da energia total do corpo em repouso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00famero de neur\u00f4nios<\/strong>: O c\u00e9rebro possui cerca de 86 bilh\u00f5es de neur\u00f4nios, que se comunicam por meio de trilh\u00f5es de conex\u00f5es chamadas sinapses.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Velocidade dos sinais<\/strong>: Os impulsos nervosos podem viajar a velocidades de at\u00e9 430 km\/h, permitindo respostas r\u00e1pidas a est\u00edmulos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plasticidade cerebral<\/strong>: O c\u00e9rebro \u00e9 altamente pl\u00e1stico, ou seja, capaz de se reorganizar e formar novas conex\u00f5es ao longo da vida, o que \u00e9 fundamental para aprendizagem e recupera\u00e7\u00e3o de les\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dormir \u00e9 fundamental<\/strong>: Durante o sono, o c\u00e9rebro processa informa\u00e7\u00f5es, consolida mem\u00f3rias e remove toxinas acumuladas durante o dia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sem dor<\/strong>: O c\u00e9rebro em si n\u00e3o sente dor, pois n\u00e3o possui receptores de dor; a sensa\u00e7\u00e3o de dor vem das estruturas ao seu redor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mem\u00f3ria<\/strong>: A capacidade da mem\u00f3ria humana \u00e9 praticamente ilimitada, e o c\u00e9rebro armazena informa\u00e7\u00f5es de forma distribu\u00edda, o que ajuda na recupera\u00e7\u00e3o das lembran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sonhos<\/strong>: Embora ainda haja mist\u00e9rios sobre os sonhos, acredita-se que eles ajudem no processamento emocional e na resolu\u00e7\u00e3o de problemas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antrop\u00f3loga forense e pesquisadora de p\u00f3s-doutorado na Universidade de Oxford, no Reino Unido, a cientista brit\u00e2nica Alexandra Morton-Hayward apresentou sua cole\u00e7\u00e3o de mais de 600 c\u00e9rebros antigos de todo o mundo para a BBC. 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