{"id":11957,"date":"2025-12-18T18:30:00","date_gmt":"2025-12-18T21:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=11957"},"modified":"2025-12-17T12:30:46","modified_gmt":"2025-12-17T15:30:46","slug":"conjuge-nao-vai-mais-ser-herdeiro-entenda-o-que-esta-acontecendo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/conjuge-nao-vai-mais-ser-herdeiro-entenda-o-que-esta-acontecendo\/","title":{"rendered":"C\u00f4njuge n\u00e3o vai mais ser herdeiro? Entenda o que est\u00e1 acontecendo"},"content":{"rendered":"\n<p>O C\u00f3digo Civil de 2002, ao ser promulgado, introduziu mudan\u00e7as relevantes no direito sucess\u00f3rio brasileiro, modificando de forma significativa normas que constavam no texto de 1916. Entre as principais inova\u00e7\u00f5es est\u00e1 a inclus\u00e3o do c\u00f4njuge no rol de herdeiros necess\u00e1rios, colocando-o em igualdade com descendentes e ascendentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa mudan\u00e7a, os c\u00f4njuges passaram a ter participa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria na partilha da heran\u00e7a do falecido. A altera\u00e7\u00e3o teve como objetivo refletir o contexto hist\u00f3rico e social da \u00e9poca, que, apesar da supera\u00e7\u00e3o gradual do modelo familiar tradicional, ainda demandava maior prote\u00e7\u00e3o financeira ao c\u00f4njuge, muitas vezes sem autonomia patrimonial suficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o passar dos anos, esse cen\u00e1rio continuou a se transformar, e os n\u00facleos familiares passaram a assumir diferentes configura\u00e7\u00f5es. Tornou-se cada vez mais comum a recomposi\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias em raz\u00e3o de div\u00f3rcios, separa\u00e7\u00f5es ou falecimentos, alterando a composi\u00e7\u00e3o das figuras que as integram.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse novo cen\u00e1rio, o c\u00f4njuge passou, em muitos casos, a n\u00e3o ocupar mais uma posi\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade econ\u00f4mica em rela\u00e7\u00e3o ao outro. Isso reacendeu o debate sobre a necessidade de revisar seu papel no direito sucess\u00f3rio. Como resposta a essa realidade, a comiss\u00e3o respons\u00e1vel pelo anteprojeto do novo C\u00f3digo Civil apresentou uma proposta relevante de mudan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Projeto de Lei n\u00ba 4\/2025, que prop\u00f5e a atualiza\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Civil brasileiro, o c\u00f4njuge voltaria \u00e0 posi\u00e7\u00e3o que ocupava na legisla\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo passado, sendo novamente exclu\u00eddo do rol de herdeiros necess\u00e1rios, hoje previsto no artigo 1.845.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, o chamado novo-velho enfoque pretende restabelecer a primazia do v\u00ednculo consangu\u00edneo sobre o v\u00ednculo matrimonial. Parte-se da ideia de que o c\u00f4njuge, dentro de uma chamada \u201cescala de relev\u00e2ncia socioafetiva\u201d, ocuparia posi\u00e7\u00e3o menos favor\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o aos filhos e aos pais do falecido, sobretudo quando o casal opta por um regime consensual de separa\u00e7\u00e3o patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O C\u00f3digo Civil de 2002, ao ser promulgado, introduziu mudan\u00e7as relevantes no direito sucess\u00f3rio brasileiro, modificando de forma significativa normas que constavam no texto de 1916. Entre as principais inova\u00e7\u00f5es est\u00e1 a inclus\u00e3o do c\u00f4njuge no rol de herdeiros necess\u00e1rios, colocando-o em igualdade com descendentes e ascendentes. 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