{"id":14442,"date":"2026-01-22T09:30:00","date_gmt":"2026-01-22T12:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=14442"},"modified":"2026-01-21T12:22:36","modified_gmt":"2026-01-21T15:22:36","slug":"fenomeno-raro-chegou-ao-brasil-e-aurora-austral-foi-confirmada-no-ceu-com-grande-acontecimentos-no-seculo-xix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/fenomeno-raro-chegou-ao-brasil-e-aurora-austral-foi-confirmada-no-ceu-com-grande-acontecimentos-no-seculo-xix\/","title":{"rendered":"Fen\u00f4meno raro chegou ao Brasil e aurora austral foi confirmada no c\u00e9u com grande acontecimento no s\u00e9culo XIX"},"content":{"rendered":"\n<p>Quem olhasse para o c\u00e9u \u00e0s 19h45 do dia 17 de fevereiro de 1875 poderia ter visto a aurora austral do Rio de Janeiro. Irm\u00e3 da aurora boreal, esse fen\u00f4meno cria um espet\u00e1culo de luzes no c\u00e9u, resultado de tempestades solares, mas ocorre no Hemisf\u00e9rio Sul, onde est\u00e1 localizado o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio foi registrado nos jornais da \u00e9poca e, mais recentemente, confirmado por um estudo publicado em 2024 pelo pesquisador Denny M. Oliveira. Na ocasi\u00e3o, o fen\u00f4meno tamb\u00e9m foi observado pelo astr\u00f4nomo franc\u00eas Emmanuel Liais, ent\u00e3o diretor do Observat\u00f3rio Imperial do Rio de Janeiro \u2014 atual Observat\u00f3rio Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Liais observou no c\u00e9u da cidade, usando um espectrosc\u00f3pio, raios de luz em movimento, com tons vermelhos na parte inferior e esverdeados na superior. Essa observa\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada o primeiro registro de uma aurora espor\u00e1dica na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o estudo, o Brasil atravessava varia\u00e7\u00f5es seculares na latitude magn\u00e9tica, e os pesquisadores apontam duas poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es: uma entrada de energia magn\u00e9tica ou o impacto de choques interplanet\u00e1rios inclinados. Embora o planeta tivesse registrado, anos antes, a maior tempestade solar conhecida, n\u00e3o h\u00e1 registros confi\u00e1veis de que o fen\u00f4meno tenha sido observado no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 uma aurora austral?<\/h2>\n\n\n\n<p>Uma aurora austral \u00e9 um fen\u00f4meno natural de luz que ocorre no c\u00e9u noturno do Hemisf\u00e9rio Sul, semelhante \u00e0 aurora boreal, que acontece no Hemisf\u00e9rio Norte. Ela \u00e9 causada pela intera\u00e7\u00e3o de part\u00edculas carregadas do vento solar com o campo magn\u00e9tico e a atmosfera da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando essas part\u00edculas solares atingem a atmosfera terrestre, elas colidem com gases como oxig\u00eanio e nitrog\u00eanio, liberando energia na forma de luz. O resultado \u00e9 um show de cores no c\u00e9u, geralmente em tons de verde, vermelho, roxo e azul, que podem se mover e se ondular em padr\u00f5es impressionantes.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem olhasse para o c\u00e9u \u00e0s 19h45 do dia 17 de fevereiro de 1875 poderia ter visto a aurora austral do Rio de Janeiro. Irm\u00e3 da aurora boreal, esse fen\u00f4meno cria um espet\u00e1culo de luzes no c\u00e9u, resultado de tempestades solares, mas ocorre no Hemisf\u00e9rio Sul, onde est\u00e1 localizado o Brasil. 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