{"id":15347,"date":"2026-02-01T07:43:00","date_gmt":"2026-02-01T10:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=15347"},"modified":"2026-01-28T13:43:51","modified_gmt":"2026-01-28T16:43:51","slug":"hospital-renomado-foi-processado-por-enfermeira-e-vai-ter-que-pagar-r-200-mil-em-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/hospital-renomado-foi-processado-por-enfermeira-e-vai-ter-que-pagar-r-200-mil-em-indenizacao\/","title":{"rendered":"Hospital renomado foi processado por enfermeira e vai ter que pagar R$ 200 mil em indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Um hospital localizado em Belo Horizonte, Minas Gerais, foi condenado pela 11\u00aa turma do TRT da 3\u00aa regi\u00e3o a pagar R$ 200 mil por danos morais a uma enfermeira. A profissional era submetida a jornadas exaustivas e a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso teve origem quando uma enfermeira, que atuava em um ambulat\u00f3rio de transplantes, entrou com uma a\u00e7\u00e3o contra o hospital. Fazia parte da rotina da profissional cumprir uma jornada regular das 7h \u00e0s 17h, atendendo cerca de 20 pacientes por dia, al\u00e9m de organizar procedimentos complexos e executar tarefas administrativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, segundo relatado, ela chegava a cumprir at\u00e9 119 horas semanais, permanecendo de sobreaviso nas semanas de capta\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os e podendo ser chamada durante a madrugada caso necess\u00e1rio, mas trabalhando normalmente durante a manh\u00e3, sem qualquer descanso. Durante o per\u00edodo de f\u00e9rias, a situa\u00e7\u00e3o se agravava, pois a equipe ficava reduzida.<\/p>\n\n\n\n<p>O hospital negou as acusa\u00e7\u00f5es, mas laudos e depoimentos confirmam que, desde 2006, os trabalhadores do mesmo setor da denunciante s\u00e3o submetidos ao mesmo regime de trabalho. As provas tamb\u00e9m demonstraram que todas as tentativas de revis\u00e3o da escala foram negadas pela dire\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">#Entendimento da Justi\u00e7a do Trabalho sobre a conduta do hospital<\/h2>\n\n\n\n<p>Na 1\u00aa inst\u00e2ncia, seguindo os termos do art. 149 do C\u00f3digo Penal Brasileiro, foi reconhecido que a enfermeira foi submetida a trabalho em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o com condena\u00e7\u00e3o do hospital ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais, al\u00e9m de horas extras, adicionais e descansos semanais em dobro.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora do caso, a ju\u00edza \u00c2ngela Castilho Rog\u00eado Ribeiro, manteve o entendimento da senten\u00e7a ao reconhecer que o hospital extrapolou os limites do poder diretivo e deve responder por danos morais. Segundo ela, as provas evidenciaram a viola\u00e7\u00e3o das normas protetivas do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o colegiado promoveu ajustes pontuais na condena\u00e7\u00e3o; o adicional de 50% sobre o tempo de participa\u00e7\u00e3o em capta\u00e7\u00f5es dentro da jornada normal; a redu\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios periciais para R$ 5 mil; a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios sobre os pedidos rejeitados, com exigibilidade suspensa por dois anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um hospital localizado em Belo Horizonte, Minas Gerais, foi condenado pela 11\u00aa turma do TRT da 3\u00aa regi\u00e3o a pagar R$ 200 mil por danos morais a uma enfermeira. A profissional era submetida a jornadas exaustivas e a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o. 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