{"id":17312,"date":"2026-02-12T10:18:38","date_gmt":"2026-02-12T13:18:38","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=17312"},"modified":"2026-02-12T10:18:41","modified_gmt":"2026-02-12T13:18:41","slug":"lei-em-vigor-obriga-os-tios-a-pagarem-pensao-caso-os-pais-desaparecam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/lei-em-vigor-obriga-os-tios-a-pagarem-pensao-caso-os-pais-desaparecam\/","title":{"rendered":"Lei em vigor obriga os tios a pagarem pens\u00e3o caso os pais desapare\u00e7am?"},"content":{"rendered":"\n<p>A obriga\u00e7\u00e3o de pagar pens\u00e3o aliment\u00edcia \u00e9 um dever legal previsto no artigo 1.694 do C\u00f3digo Civil, que estabelece que parentes podem pedir alimentos uns aos outros quando houver necessidade de quem solicita e possibilidade financeira de quem deve pagar. No caso de filhos menores, por\u00e9m, a responsabilidade \u00e9 prioritariamente dos pais.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 1.566, inciso IV, do C\u00f3digo Civil, determina que cabe aos pais o dever de sustento, guarda e educa\u00e7\u00e3o dos filhos, obriga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m refor\u00e7ada pelo artigo 229 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Quando o pai ou a m\u00e3e deixa de pagar a pens\u00e3o, a d\u00edvida n\u00e3o desaparece.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor pode ser cobrado judicialmente, inclusive com a possibilidade de pris\u00e3o civil do devedor, conforme prev\u00ea o artigo 528 do C\u00f3digo de Processo Civil. Ou seja, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira trata a pens\u00e3o aliment\u00edcia como uma obriga\u00e7\u00e3o s\u00e9ria, com mecanismos rigorosos para garantir o cumprimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que acontece quando os pais n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es financeiras de arcar com o sustento dos filhos? Nesses casos, pode surgir a chamada obriga\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria dos av\u00f3s. O artigo 1.696 do C\u00f3digo Civil estabelece que o direito aos alimentos \u00e9 rec\u00edproco entre pais e filhos e se estende aos ascendentes, recaindo a obriga\u00e7\u00e3o nos parentes mais pr\u00f3ximos em grau, como os av\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tios n\u00e3o s\u00e3o obrigados a pagar pens\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o aos tios, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente. O artigo 1.697 do C\u00f3digo Civil menciona que, na falta dos ascendentes, a obriga\u00e7\u00e3o pode alcan\u00e7ar descendentes e, na aus\u00eancia destes, os irm\u00e3os \u2014 mas n\u00e3o cita expressamente os tios. Por isso, parentes colaterais de terceiro grau n\u00e3o t\u00eam obriga\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de pagar pens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas em situa\u00e7\u00f5es extremamente excepcionais, com decis\u00e3o judicial espec\u00edfica e comprovada impossibilidade de todos os parentes mais pr\u00f3ximos, poderia haver discuss\u00e3o sobre eventual responsabilidade. A regra geral, portanto, \u00e9 clara: tios n\u00e3o s\u00e3o obrigados automaticamente a arcar com pens\u00e3o aliment\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A obriga\u00e7\u00e3o de pagar pens\u00e3o aliment\u00edcia \u00e9 um dever legal previsto no artigo 1.694 do C\u00f3digo Civil, que estabelece que parentes podem pedir alimentos uns aos outros quando houver necessidade de quem solicita e possibilidade financeira de quem deve pagar. No caso de filhos menores, por\u00e9m, a responsabilidade \u00e9 prioritariamente dos pais. 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