{"id":17942,"date":"2026-02-23T11:00:00","date_gmt":"2026-02-23T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=17942"},"modified":"2026-02-22T18:06:36","modified_gmt":"2026-02-22T21:06:36","slug":"montadora-de-veiculos-foi-processada-apos-carro-com-defeito-e-cliente-ganhou-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/montadora-de-veiculos-foi-processada-apos-carro-com-defeito-e-cliente-ganhou-indenizacao\/","title":{"rendered":"Montadora de ve\u00edculos foi processada por causa de carro com defeito e cliente ganhou indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"313\" data-end=\"632\">Um consumidor do Rio Grande do Norte conseguiu na Justi&ccedil;a o direito a indeniza&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s enfrentar uma s&eacute;rie de problemas com um carro novo que apresentou defeito el&eacute;trico antes de completar um ano e meio de uso. O caso terminou com condena&ccedil;&atilde;o da montadora e envolveu tamb&eacute;m a concession&aacute;ria respons&aacute;vel pelo atendimento.<\/p>\n<p data-start=\"634\" data-end=\"874\">A decis&atilde;o foi tomada pelo 14&ordm; Juizado Especial C&iacute;vel da Comarca de Natal. O cliente dever&aacute; receber R$ 4.368,48 referentes aos custos com o reparo do ve&iacute;culo, al&eacute;m de R$ 3 mil por danos morais, valor que ainda ser&aacute; acrescido de juros legais.<\/p>\n<h2 data-start=\"876\" data-end=\"914\">Defeito deixou ve&iacute;culo inutilizado<\/h2>\n<p data-start=\"916\" data-end=\"1149\">Segundo o processo, o autom&oacute;vel apresentou uma pane el&eacute;trica repentina que impediu o funcionamento do carro. Al&eacute;m de n&atilde;o dar partida, o ve&iacute;culo passou a emitir ru&iacute;dos anormais, enquanto a central multim&iacute;dia piscava de forma cont&iacute;nua.<\/p>\n<p data-start=\"1151\" data-end=\"1414\">Diante da falha, o motorista precisou desconectar o cabo da bateria e acionar o seguro. Um procedimento emergencial foi realizado para permitir que o carro fosse levado at&eacute; sua resid&ecirc;ncia, mas o problema persistiu quando ele tentou utilizar o autom&oacute;vel novamente.<\/p>\n<h2 data-start=\"1416\" data-end=\"1452\">Tentativas frustradas de solu&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p data-start=\"1454\" data-end=\"1751\">No dia seguinte ao ocorrido, o consumidor entrou em contato com a concession&aacute;ria onde adquiriu o ve&iacute;culo. A orienta&ccedil;&atilde;o recebida foi procurar uma empresa terceirizada para agendar a assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica. O carro acabou sendo encaminhado para uma oficina autorizada, onde permaneceu por quase um m&ecirc;s.<\/p>\n<p data-start=\"1753\" data-end=\"2056\">Ao final desse per&iacute;odo, o diagn&oacute;stico apontou que um m&oacute;dulo eletr&ocirc;nico havia sido queimado por uma suposta sobrecarga causada por agente externo. O cliente, por&eacute;m, alegou que o problema teria sido provocado durante o atendimento realizado por funcion&aacute;rio da pr&oacute;pria empresa indicada pela concession&aacute;ria.<\/p>\n<h2 data-start=\"2058\" data-end=\"2093\">Garantia negada e a&ccedil;&atilde;o judicial<\/h2>\n<p data-start=\"2095\" data-end=\"2383\">Mesmo com o hist&oacute;rico do problema, o consumidor teve a cobertura da garantia negada. Uma das empresas envolvidas alegou descumprimento do plano de manuten&ccedil;&atilde;o, argumento que levou o propriet&aacute;rio do ve&iacute;culo a arcar com os custos do conserto e, posteriormente, buscar ressarcimento judicial.<\/p>\n<p data-start=\"2385\" data-end=\"2584\">Na a&ccedil;&atilde;o, ele solicitou a devolu&ccedil;&atilde;o do valor gasto com pe&ccedil;as e servi&ccedil;os, al&eacute;m de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais, sustentando que tentou resolver a situa&ccedil;&atilde;o de forma amig&aacute;vel antes de recorrer &agrave; Justi&ccedil;a.<\/p>\n<h2 data-start=\"2586\" data-end=\"2636\">Argumentos das empresas n&atilde;o convenceram o juiz<\/h2>\n<p data-start=\"2638\" data-end=\"2908\">Durante o processo, a montadora afirmou que o defeito n&atilde;o estava coberto pela garantia, pois teria sido causado por fator externo. J&aacute; a concession&aacute;ria alegou que o juizado n&atilde;o seria competente para julgar o caso, por exigir prova t&eacute;cnica, e negou responsabilidade civil.<\/p>\n<p data-start=\"2910\" data-end=\"3104\">O magistrado respons&aacute;vel rejeitou os argumentos. Na senten&ccedil;a, destacou que a rela&ccedil;&atilde;o entre as partes &eacute; de consumo e que, nesses casos, a responsabilidade dos fornecedores &eacute; objetiva e solid&aacute;ria.<\/p>\n<h2 data-start=\"3106\" data-end=\"3156\">Indeniza&ccedil;&atilde;o e refor&ccedil;o ao direito do consumidor<\/h2>\n<p data-start=\"3158\" data-end=\"3388\">Para o juiz, ficou comprovado que o contrato n&atilde;o foi cumprido de forma adequada. Ele ressaltou que o fornecedor tem o dever de prestar um servi&ccedil;o eficiente, &aacute;gil e em conformidade com os termos da garantia oferecida ao consumidor.<\/p>\n<p data-start=\"3390\" data-end=\"3598\">Com isso, a Justi&ccedil;a reconheceu o direito ao ressarcimento dos valores gastos e &agrave; indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais, entendendo que o transtorno ultrapassou o mero aborrecimento e causou preju&iacute;zos reais ao cliente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um consumidor do Rio Grande do Norte conseguiu na Justi&ccedil;a o direito a indeniza&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s enfrentar uma s&eacute;rie de problemas com um carro novo que apresentou defeito el&eacute;trico antes de completar um ano e meio de uso. O caso terminou com condena&ccedil;&atilde;o da montadora e envolveu tamb&eacute;m a concession&aacute;ria respons&aacute;vel pelo atendimento. 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