{"id":18804,"date":"2026-02-25T00:43:02","date_gmt":"2026-02-25T03:43:02","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=18804"},"modified":"2026-02-25T00:43:12","modified_gmt":"2026-02-25T03:43:12","slug":"justica-decide-e-montadora-alema-tera-de-pagar-r-165-milhoes-por-episodio-dos-anos-70","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/justica-decide-e-montadora-alema-tera-de-pagar-r-165-milhoes-por-episodio-dos-anos-70\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a decide e montadora alem\u00e3 ter\u00e1 de pagar R$ 165 milh\u00f5es por epis\u00f3dio dos anos 70"},"content":{"rendered":"\n<p>A Justi\u00e7a do Trabalho manteve a condena\u00e7\u00e3o da montadora alem\u00e3 Volkswagen por viola\u00e7\u00f5es trabalhistas ocorridas na d\u00e9cada de 1970. A decis\u00e3o foi confirmada nesta ter\u00e7a-feira (24\/2) pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8\u00aa Regi\u00e3o (TRT-8), com sede em Bel\u00e9m, no Par\u00e1. A senten\u00e7a fixa indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 165 milh\u00f5es por danos morais coletivos relacionados a pr\u00e1ticas consideradas an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve trabalhadores da antiga Fazenda Vale do Rio Cristalino, empreendimento agropecu\u00e1rio mantido pela empresa no sul do Par\u00e1 durante o regime militar. Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT), empregados teriam sido submetidos a condi\u00e7\u00f5es degradantes, com restri\u00e7\u00e3o de liberdade e jornadas exaustivas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entendimento da Justi\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao analisar o recurso, o TRT-8 confirmou o entendimento de primeira inst\u00e2ncia de que houve responsabilidade da empresa pelas viola\u00e7\u00f5es registradas \u00e0 \u00e9poca. Para os magistrados, o conjunto de provas e depoimentos colhidos ao longo do processo apontam para pr\u00e1ticas incompat\u00edveis com a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista e com os direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>A indeniza\u00e7\u00e3o estabelecida dever\u00e1 ser revertida a fundos e projetos de interesse social, conforme definido na decis\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Hist\u00f3rico do caso<\/h2>\n\n\n\n<p>As den\u00fancias vieram \u00e0 tona ap\u00f3s investiga\u00e7\u00f5es conduzidas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho e pela for\u00e7a-tarefa que apura casos de trabalho escravo no pa\u00eds. Relatos indicam que trabalhadores eram aliciados em outras regi\u00f5es e levados para a fazenda, onde enfrentavam dificuldades para deixar o local, al\u00e9m de condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de moradia e alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Volkswagen informou que vai recorrer da decis\u00e3o. A empresa sustenta que os fatos remontam a um per\u00edodo anterior \u00e0s atuais diretrizes de governan\u00e7a e afirma que tem colaborado com as autoridades ao longo das investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pr\u00f3ximos passos<\/h2>\n\n\n\n<p>Com a confirma\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o em segunda inst\u00e2ncia, o processo ainda pode seguir para tribunais superiores, caso o recurso seja admitido. O epis\u00f3dio refor\u00e7a o debate sobre responsabilidade empresarial em casos hist\u00f3ricos e sobre a repara\u00e7\u00e3o a v\u00edtimas de viola\u00e7\u00f5es trabalhistas no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a do Trabalho manteve a condena\u00e7\u00e3o da montadora alem\u00e3 Volkswagen por viola\u00e7\u00f5es trabalhistas ocorridas na d\u00e9cada de 1970. 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