{"id":2628,"date":"2025-09-04T15:00:00","date_gmt":"2025-09-04T18:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=2628"},"modified":"2025-09-03T12:53:30","modified_gmt":"2025-09-03T15:53:30","slug":"novo-cimento-promete-dar-fim-ao-ar-condicionado-dentro-de-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/novo-cimento-promete-dar-fim-ao-ar-condicionado-dentro-de-casa\/","title":{"rendered":"Novo cimento promete dar fim ao ar-condicionado dentro de casa"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisadores chineses desenvolveram um material de constru\u00e7\u00e3o que pode revolucionar a forma como climatizamos nossas casas: o novo cimento promete reduzir significativamente a necessidade de ar-condicionado. Com tecnologia inovadora que regula a temperatura interna das edifica\u00e7\u00f5es, ele mant\u00e9m os ambientes frescos no ver\u00e3o e mais aquecidos no inverno.<\/p>\n\n\n\n<p>Criado por cientistas da Universidade do Sudeste, na China, e publicado na revista Science Advances, o material tamb\u00e9m surge como uma alternativa promissora para diminuir o consumo de energia e as emiss\u00f5es de carbono em escala global. Vale lembrar que o cimento \u00e9 o segundo material mais usado no mundo, ficando atr\u00e1s apenas da \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de estar presente em praticamente todas as constru\u00e7\u00f5es, o cimento tradicional tem uma desvantagem: ele absorve e ret\u00e9m calor, contribuindo para o fen\u00f4meno das \u201cilhas de calor urbanas\u201d, onde cidades se tornam mais quentes que as \u00e1reas rurais pr\u00f3ximas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para superar esse problema, a equipe liderada pelo pesquisador Wei She modificou a composi\u00e7\u00e3o do cimento, incorporando cristais microsc\u00f3picos de etringita, capazes de refletir a luz solar em vez de absorv\u00ea-la. Essa altera\u00e7\u00e3o cria uma superf\u00edcie altamente reflexiva que tamb\u00e9m emite o calor acumulado.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 o chamado \u201ccimento super-resfriado\u201d, que transforma o material de acumulador de calor em refletor t\u00e9rmico. Testes realizados em parceria com a Universidade Purdue, nos Estados Unidos, comprovaram o desempenho promissor dessa inova\u00e7\u00e3o chinesa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desafios para a ados\u00e3o ao &#8220;cimento super-resfriado&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar do grande potencial, ainda existem desafios a serem superados. Quest\u00f5es como o custo de produ\u00e7\u00e3o, a escalabilidade e a adapta\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias de cimento precisam ser resolvidas para que a aplica\u00e7\u00e3o em larga escala se torne vi\u00e1vel. Al\u00e9m disso, pol\u00edticas p\u00fablicas e incentivos governamentais podem desempenhar um papel crucial na acelera\u00e7\u00e3o da chegada dessa inova\u00e7\u00e3o ao mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas apontam que a tecnologia tem potencial de aplica\u00e7\u00e3o global, especialmente em pa\u00edses tropicais, onde o consumo de energia para resfriamento \u00e9 mais intenso. A m\u00e9dio prazo, espera-se que o cimento desenvolvido na China estimule novas pesquisas em materiais de constru\u00e7\u00e3o inteligentes, capazes de atender de forma eficiente \u00e0s demandas clim\u00e1ticas e energ\u00e9ticas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores chineses desenvolveram um material de constru\u00e7\u00e3o que pode revolucionar a forma como climatizamos nossas casas: o novo cimento promete reduzir significativamente a necessidade de ar-condicionado. Com tecnologia inovadora que regula a temperatura interna das edifica\u00e7\u00f5es, ele mant\u00e9m os ambientes frescos no ver\u00e3o e mais aquecidos no inverno. Criado por cientistas da Universidade do Sudeste, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2632,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2628","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2628","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2628"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2628\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2630,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2628\/revisions\/2630"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2632"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}