{"id":28242,"date":"2026-05-19T19:40:00","date_gmt":"2026-05-19T22:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=28242"},"modified":"2026-05-18T10:42:18","modified_gmt":"2026-05-18T13:42:18","slug":"regra-definida-conjuges-podem-ter-bens-penhorados-na-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/regra-definida-conjuges-podem-ter-bens-penhorados-na-justica\/","title":{"rendered":"Regra definida: c\u00f4njuges podem ter bens penhorados na Justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma decis\u00e3o da Justi\u00e7a do Trabalho refor\u00e7ou o entendimento de que bens de c\u00f4njuges podem ser atingidos em processos judiciais dependendo do regime de casamento adotado. A 2\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o, em Minas Gerais, autorizou a penhora de bens registrados em nome do marido de uma devedora trabalhista ap\u00f3s constatar que o casal era casado sob o regime de comunh\u00e3o universal de bens.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os desembargadores, nesse tipo de regime matrimonial existe a presun\u00e7\u00e3o de que os frutos do trabalho de um dos c\u00f4njuges beneficiam ambos. Dessa forma, d\u00edvidas contra\u00eddas por um deles tamb\u00e9m podem atingir o patrim\u00f4nio comum do casal. O entendimento se baseia no artigo 1.667 do C\u00f3digo Civil, que prev\u00ea a comunica\u00e7\u00e3o de bens presentes, futuros e at\u00e9 mesmo das d\u00edvidas passivas dos c\u00f4njuges.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso analisado envolvia um credor trabalhista que buscava bloquear bens em nome do marido da executada. Inicialmente, a 35\u00aa Vara do Trabalho de Belo Horizonte havia rejeitado a possibilidade de penhora, mas a decis\u00e3o foi revertida ap\u00f3s recurso. A relatora do processo, desembargadora Maristela \u00cdris da Silva Malheiros, destacou que a medida n\u00e3o representa responsabiliza\u00e7\u00e3o pessoal do c\u00f4njuge, mas apenas a utiliza\u00e7\u00e3o de bens comuns para quitar a d\u00edvida existente.<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada tamb\u00e9m ressaltou que a decis\u00e3o n\u00e3o amplia o n\u00famero de r\u00e9us no processo nem configura redirecionamento da execu\u00e7\u00e3o. O entendimento adotado foi de que a mea\u00e7\u00e3o da devedora sobre os bens do marido pode responder pela d\u00edvida trabalhista, principalmente diante da dificuldade de localizar patrim\u00f4nio diretamente em nome da executada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regime de casamento pode influenciar diretamente em d\u00edvidas<\/h2>\n\n\n\n<p>Especialistas em direito explicam que o regime de comunh\u00e3o universal possui efeitos patrimoniais amplos, j\u00e1 que praticamente todos os bens e obriga\u00e7\u00f5es passam a integrar um patrim\u00f4nio compartilhado entre o casal. Por isso, d\u00edvidas trabalhistas, civis e at\u00e9 algumas obriga\u00e7\u00f5es fiscais podem acabar atingindo bens registrados em nome de apenas um dos c\u00f4njuges.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia de entender as consequ\u00eancias jur\u00eddicas antes da escolha do regime de casamento. Dependendo da modalidade adotada, o patrim\u00f4nio do casal pode ficar mais exposto em situa\u00e7\u00f5es de cobran\u00e7a judicial, especialmente quando h\u00e1 execu\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas reconhecidas pela Justi\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma decis\u00e3o da Justi\u00e7a do Trabalho refor\u00e7ou o entendimento de que bens de c\u00f4njuges podem ser atingidos em processos judiciais dependendo do regime de casamento adotado. 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