{"id":3919,"date":"2025-09-18T17:30:00","date_gmt":"2025-09-18T20:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=3919"},"modified":"2025-09-17T13:41:43","modified_gmt":"2025-09-17T16:41:43","slug":"passaro-que-estava-extinto-reaparece-na-natureza-apos-100-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/passaro-que-estava-extinto-reaparece-na-natureza-apos-100-anos\/","title":{"rendered":"P\u00e1ssaro que estava extinto reaparece na natureza ap\u00f3s 100 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Por d\u00e9cadas, acreditou-se que o papagaio-noturno (Pezoporus occidentalis), uma pequena ave verde-amarelada e de h\u00e1bitos reservados, havia desaparecido definitivamente. Desde o final do s\u00e9culo 19, os registros confi\u00e1veis eram extremamente raros, restritos a achados de exemplares mortos em Queensland, na Austr\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p>A redescoberta ocorreu em 2013, quando o naturalista John Young localizou uma pequena popula\u00e7\u00e3o no sudoeste do estado. Mais recentemente, uma investiga\u00e7\u00e3o realizada entre 2018 e 2023 trouxe uma revela\u00e7\u00e3o ainda mais impressionante: a identifica\u00e7\u00e3o de uma comunidade ativa da esp\u00e9cie em Ngururrpa, na Austr\u00e1lia Ocidental.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizando gravadores de som, c\u00e2meras e a an\u00e1lise de registros hist\u00f3ricos, os pesquisadores conseguiram identificar os chamados da ave em 17 dos 31 locais monitorados, sendo que dez funcionavam como poleiros noturnos. A estimativa \u00e9 de que a regi\u00e3o abrigue entre 40 e 50 papagaios-noturnos \u2014 considerada a maior concentra\u00e7\u00e3o conhecida da esp\u00e9cie em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m revelou que a sobreviv\u00eancia do papagaio-noturno est\u00e1 ligada a habitats muito espec\u00edficos, como as densas touceiras de Triodia longiceps (conhecida como bull spinifex). Essas plantas levam anos para crescer e oferecem prote\u00e7\u00e3o contra predadores e contra o calor intenso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o as amea\u00e7as ao papagaio-noturno?<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre as principais amea\u00e7as \u00e0 esp\u00e9cie est\u00e3o os gatos selvagens, grandes predadores naturais. Em contrapartida, a presen\u00e7a dos dingos, c\u00e3es selvagens nativos, pode ajudar a controlar a popula\u00e7\u00e3o desses felinos. Outro risco relevante s\u00e3o os inc\u00eandios naturais, capazes de destruir rapidamente o habitat da ave.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pr\u00f3ximos passos envolvem a cria\u00e7\u00e3o de um centro de pesquisa local, equipado com c\u00e2meras, gravadores de som e kits para coleta de DNA, a fim de ampliar o conhecimento sobre o comportamento da esp\u00e9cie e fortalecer as estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por d\u00e9cadas, acreditou-se que o papagaio-noturno (Pezoporus occidentalis), uma pequena ave verde-amarelada e de h\u00e1bitos reservados, havia desaparecido definitivamente. Desde o final do s\u00e9culo 19, os registros confi\u00e1veis eram extremamente raros, restritos a achados de exemplares mortos em Queensland, na Austr\u00e1lia. A redescoberta ocorreu em 2013, quando o naturalista John Young localizou uma pequena popula\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3922,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3919","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3919","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3919"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3919\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3923,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3919\/revisions\/3923"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3922"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3919"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3919"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3919"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}