{"id":4906,"date":"2025-09-29T10:23:12","date_gmt":"2025-09-29T13:23:12","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=4906"},"modified":"2025-09-29T12:10:11","modified_gmt":"2025-09-29T15:10:11","slug":"morte-do-sol-o-que-vai-acontecer-com-o-planeta-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/morte-do-sol-o-que-vai-acontecer-com-o-planeta-terra\/","title":{"rendered":"Morte do sol: o que vai acontecer com o Planeta Terra?"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisadores da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley, identificaram um planeta rochoso com caracter\u00edsticas muito pr\u00f3ximas \u00e0s da Terra orbitando uma estrela morta na constela\u00e7\u00e3o de Sagit\u00e1rio. A descoberta, feita a cerca de 4 mil anos-luz do sistema solar, abre novas perspectivas sobre o futuro do nosso planeta diante da inevit\u00e1vel transforma\u00e7\u00e3o do Sol.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 uma an\u00e3 branca<\/h3>\n\n\n\n<p>As an\u00e3s brancas representam o est\u00e1gio final de estrelas como o Sol. Antes de chegar a esse ponto, o astro passa pela fase de gigante vermelha, quando se expande de forma agressiva e pode engolir planetas pr\u00f3ximos, como Merc\u00fario e V\u00eanus. Depois desse processo, a estrela perde massa e encolhe, tornando-se uma an\u00e3 branca.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O planeta sobrevivente<\/h3>\n\n\n\n<p>O estudo, publicado na revista Nature Astronomy, utilizou o Telesc\u00f3pio Keck, no Hava\u00ed, para analisar o sistema KMT-2020-BLG-0414. Nele, os cientistas observaram um planeta com dimens\u00f5es semelhantes \u00e0s da Terra em uma \u00f3rbita cerca de duas vezes maior que a do nosso planeta em rela\u00e7\u00e3o ao Sol. A sobreviv\u00eancia desse corpo celeste ap\u00f3s a fase de expans\u00e3o de sua estrela refor\u00e7a a hip\u00f3tese de que a Terra, em condi\u00e7\u00f5es semelhantes, tamb\u00e9m poderia escapar da destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O destino da Terra<\/h3>\n\n\n\n<p>Ainda que possa escapar da absor\u00e7\u00e3o pelo Sol, o planeta ter\u00e1 um futuro hostil. Modelos indicam que, em aproximadamente um bilh\u00e3o de anos, os oceanos ser\u00e3o vaporizados por um efeito estufa descontrolado. Mais adiante, em cerca de oito bilh\u00f5es de anos, a Terra poder\u00e1 orbitar os restos solares como um mundo \u00e1rido e inabit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador Keming Zhang explica que, nesse cen\u00e1rio, a chamada \u201czona habit\u00e1vel\u201d do sistema solar migraria para a regi\u00e3o de J\u00fapiter e Saturno, onde algumas luas poderiam abrigar oceanos. Para ele, essa seria uma poss\u00edvel alternativa de ref\u00fagio para a humanidade no futuro distante. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da Forbes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley, identificaram um planeta rochoso com caracter\u00edsticas muito pr\u00f3ximas \u00e0s da Terra orbitando uma estrela morta na constela\u00e7\u00e3o de Sagit\u00e1rio. A descoberta, feita a cerca de 4 mil anos-luz do sistema solar, abre novas perspectivas sobre o futuro do nosso planeta diante da inevit\u00e1vel transforma\u00e7\u00e3o do Sol. 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