{"id":6536,"date":"2025-10-20T10:30:00","date_gmt":"2025-10-20T13:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=6536"},"modified":"2025-10-17T13:33:50","modified_gmt":"2025-10-17T16:33:50","slug":"trabalhadora-proibida-de-ir-ao-banheiro-vai-ganhar-grande-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/trabalhadora-proibida-de-ir-ao-banheiro-vai-ganhar-grande-indenizacao\/","title":{"rendered":"Trabalhadora proibida de ir ao banheiro vai ganhar grande indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>A 8\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRT-4), no Rio Grande do Sul, determinou que uma empresa indenize uma ex-funcion\u00e1ria que foi impedida de usar o banheiro durante o expediente. A empresa alegava que o posto de trabalho n\u00e3o poderia ficar desguarnecido. Em uma situa\u00e7\u00e3o extrema, a vigilante acabou urinando no pr\u00f3prio uniforme enquanto aguardava que uma colega a substitu\u00edsse.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o un\u00e2nime em segunda inst\u00e2ncia estabeleceu a indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral em R$ 40 mil, ap\u00f3s o valor inicial de R$ 5 mil definido em primeira inst\u00e2ncia. Embora a empresa tenha argumentado que a vigilante s\u00f3 precisava comunicar seu superior por r\u00e1dio para ir ao banheiro, a trabalhadora conseguiu comprovar as restri\u00e7\u00f5es impostas durante o expediente.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma testemunha relatou ter encontrado a colega chorando no banheiro por causa da roupa molhada, e outro ex-funcion\u00e1rio contou que passou por situa\u00e7\u00e3o semelhante, urinando em uma garrafa. Para o relator, desembargador Luiz Alberto de Vargas, os fatos configuram situa\u00e7\u00e3o grave e degradante, violando o direito a um ambiente de trabalho com condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de sa\u00fade e higiene.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO procedimento adotado pela empresa extrapola o poder diretivo conferido ao empregador, bem como causa ang\u00fastia e afli\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de se tratar de pr\u00e1tica nefasta \u00e0 sa\u00fade do trabalhador\u201d, disse o desembargador.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito ao banheiro \u00e9 essencial e empresa ser\u00e1 responsabilizada<\/h2>\n\n\n\n<p>O caso evidencia que negar acesso ao banheiro configura uma viola\u00e7\u00e3o grave dos direitos do trabalhador, afetando sua dignidade, sa\u00fade e bem-estar. Garantir condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de higiene \u00e9 essencial para qualquer ambiente laboral e n\u00e3o pode ser relativizado em nome da opera\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de proteger a sa\u00fade f\u00edsica, permitir pausas para necessidades b\u00e1sicas tamb\u00e9m previne situa\u00e7\u00f5es de constrangimento e sofrimento psicol\u00f3gico. A decis\u00e3o do TRT-4 refor\u00e7a que empresas devem respeitar essas normas, sob pena de arcar com indeniza\u00e7\u00f5es e consequ\u00eancias legais.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 8\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRT-4), no Rio Grande do Sul, determinou que uma empresa indenize uma ex-funcion\u00e1ria que foi impedida de usar o banheiro durante o expediente. A empresa alegava que o posto de trabalho n\u00e3o poderia ficar desguarnecido. 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