{"id":7784,"date":"2025-10-31T10:22:03","date_gmt":"2025-10-31T13:22:03","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/?p=7784"},"modified":"2025-10-31T10:22:10","modified_gmt":"2025-10-31T13:22:10","slug":"cidade-pouco-conhecida-desapareceu-sobre-as-aguas-e-sumiu-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepernambuco.audiencelabs.com.br\/cidade-pouco-conhecida-desapareceu-sobre-as-aguas-e-sumiu-do-brasil\/","title":{"rendered":"Cidade pouco conhecida desapareceu sobre as \u00e1guas e sumiu do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Pouca gente sabe, mas o estado do Rio de Janeiro j\u00e1 teve uma cidade inteira apagada do mapa. S\u00e3o Jo\u00e3o Marcos, localizada na regi\u00e3o de Rio Claro, foi um dos centros mais ricos do per\u00edodo imperial brasileiro. No auge, por volta de 1850, abrigava cerca de 18 mil habitantes e prosperava gra\u00e7as ao com\u00e9rcio e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9, atraindo viajantes e comerciantes de v\u00e1rias partes do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a cidade que j\u00e1 simbolizou riqueza e desenvolvimento teve um fim tr\u00e1gico. Hoje, suas antigas ruas e casar\u00f5es repousam sob as \u00e1guas da represa de Ribeir\u00e3o das Lajes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A cidade que foi sacrificada pelo progresso<\/h3>\n\n\n\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o Marcos come\u00e7ou nas d\u00e9cadas de 1930 e 1940, quando o governo autorizou a constru\u00e7\u00e3o da represa para garantir o abastecimento de \u00e1gua e a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica para o Rio de Janeiro. A obra foi considerada essencial para o crescimento da capital fluminense, mas custou caro em termos hist\u00f3ricos e humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1939, o Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan) chegou a tombar a cidade, reconhecendo seu valor hist\u00f3rico e arquitet\u00f4nico. No entanto, o tombamento durou pouco. No ano seguinte, o presidente Get\u00falio Vargas revogou a decis\u00e3o, permitindo que as \u00e1guas avan\u00e7assem sobre o munic\u00edpio. Pouco tempo depois, S\u00e3o Jo\u00e3o Marcos desapareceu completamente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que restou de S\u00e3o Jo\u00e3o Marcos<\/h3>\n\n\n\n<p>D\u00e9cadas depois, o passado da cidade voltou \u00e0 tona. Em 2011, foi inaugurado o Parque Arqueol\u00f3gico e Ambiental de S\u00e3o Jo\u00e3o Marcos, que preserva ru\u00ednas, objetos e documentos da antiga vila. O espa\u00e7o funciona como um centro de mem\u00f3ria e recebe visitantes interessados em conhecer essa hist\u00f3ria apagada pela moderniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Uma confus\u00e3o comum<\/h3>\n\n\n\n<p>Muita gente confunde S\u00e3o Jo\u00e3o Marcos com S\u00e3o Marcos, cidade ga\u00facha que nada tem a ver com o epis\u00f3dio. A verdadeira cidade submersa era fluminense e, embora tenha sumido sob as \u00e1guas, segue viva na mem\u00f3ria e nas ru\u00ednas que resistem ao tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pouca gente sabe, mas o estado do Rio de Janeiro j\u00e1 teve uma cidade inteira apagada do mapa. S\u00e3o Jo\u00e3o Marcos, localizada na regi\u00e3o de Rio Claro, foi um dos centros mais ricos do per\u00edodo imperial brasileiro. 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