CÂMARA DOS DEPUTADOS

Zambelli diz que foi proibida de assinar impeachment de Moraes

Deputados de oposição pedem o afastamento de Moraes após a divulgação de matéria que afirma que o ministro fez pedidos de investigações de forma não oficial ao TSE

Publicado em: 20/08/2024 15:32




"Agora é momento de novos soldados, sem ferimentos, assumirem a dianteira dessa batalha, pois estou nesta pauta desde 2015 e preciso dar 2 passos atrás", disse a deputada (foto: Myke Sena/Agência Câmara)
"Agora é momento de novos soldados, sem ferimentos, assumirem a dianteira dessa batalha, pois estou nesta pauta desde 2015 e preciso dar 2 passos atrás", disse a deputada (foto: Myke Sena/Agência Câmara)

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou, na segunda-feira (19/08), que foi proibida por advogados de assinar o pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por conta dos processos criminais que existem contra ela. 

 

"Agora é momento de novos soldados, sem ferimentos, assumirem a dianteira dessa batalha, pois estou nesta pauta desde 2015 e preciso dar 2 passos atrás. De todas formas, as assinaturas que mais importam são as suas, senadores. Deputados nada podem fazer contas ministros do STF. Minha prerrogativa como deputada é tentar o impeachment de lula, e eu iniciei recentemente o maior pedido da história do país", disse a parlamentar.

 

Deputados de oposição pedem o afastamento de Moraes após a divulgação de matéria da Folha de S.Paulo que aponta que o ministro fez feito pedidos de investigações de forma não oficial ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

 

Parlamentares também solicitam a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A coleta de assinaturas para instalação para a CPI está sendo liderada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), que declarou em discurso no plenário do Senado que Alexandre de Moraes tem ferido a lei e agido de forma arbitrária.

 

 

 

O gabinete do ministro Alexandre de Moraes afirmou que no curso das investigações do inquérito das fake news e das milícias digitais diversas determinações foram feitas a inúmeros órgãos, inclusive ao Tribunal Superior Eleitoral, e defendeu que todos procedimentos foram oficiais, regulares e estão devidamente documentados nos inquéritos e investigações em curso no STF, com integral participação da Procuradoria Geral da República.

 

 

 

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