Doze capitais brasileiras estão sob atenção nesta segunda-feira (23) por causa do risco de temporais e possíveis deslizamentos. A combinação entre calor intenso e alta umidade mantém o cenário de instabilidade em boa parte do país.
Segundo a Climatempo, áreas do Centro-Oeste, Sudeste, além de trechos do Norte e do Nordeste, permanecem em nível de perigo para tempestades. A previsão indica chuva forte, rajadas de vento, descargas elétricas e até queda de granizo ao longo do dia.
Volumes expressivos nas capitais
Em várias capitais, o acumulado de chuva pode ser elevado e concentrado em poucas horas, o que aumenta o risco de alagamentos.
Manaus deve registrar mínima de 23°C e máxima de 30°C, com até 40 milímetros. Belém também pode chegar a 40 mm. Campo Grande varia entre 21°C e 30°C, com previsão de 30 mm. Brasília terá temperaturas entre 18°C e 26°C, com 25 mm.
No Nordeste, João Pessoa deve marcar entre 25°C e 30°C, com 25 mm. Natal pode alcançar 32°C, também com previsão de 25 mm. São Luís, Fortaleza e Salvador têm estimativa de cerca de 30 mm. No Centro-Oeste, Goiânia e Cuiabá seguem a mesma média. Vitória aparece na lista com previsão semelhante.
Sudeste sob monitoramento
O Sudeste concentra parte das atenções. Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo estão na área de risco para temporais.
Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu aviso meteorológico para todo o estado. A maior parte do território está em nível de atenção. Já o litoral e o sul paulista estão em alerta, indicando maior chance de transtornos como quedas de árvores e pontos de alagamento.
Risco nas encostas
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais aponta risco moderado de deslizamentos na faixa litorânea entre São Paulo e Rio de Janeiro.
Em Peruíbe, o acumulado chegou a 271 mm nas últimas 48 horas. A previsão indica mais 50 mm nesta segunda. Em Paraty, foram 201 mm no mesmo período, com expectativa de mais 30 mm ao longo do dia. Com o solo encharcado, novas pancadas ampliam o risco de escorregamentos.
O que explica a instabilidade?
Imagens do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais mostram grande concentração de nuvens carregadas entre o Centro-Oeste e o Sudeste. A instabilidade é provocada por uma área de baixa pressão no interior do continente, somada ao calor e à umidade elevados. A circulação de ventos no oceano reforça o transporte de umidade para o país.
Para fevereiro, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê chuva acima da média em áreas do Sudeste e do Norte, incluindo centro-norte de São Paulo, sul de Minas e partes do Rio de Janeiro. As temperaturas devem ficar dentro ou acima da média. A recomendação é acompanhar os avisos oficiais e evitar áreas de risco durante as pancadas mais intensas.






