A proposta que prevê a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês está em análise no Congresso Nacional e foi votada nesta quarta-feira (1) na Câmara dos Deputados. Caso seja aprovada, a medida passará a valer a partir de 2026 e poderá beneficiar cerca de 10 milhões de brasileiros, que terão uma economia anual estimada entre R$ 605 e R$ 4.356,89.
Na prática, essa isenção funcionaria como uma espécie de “14º salário”, representando um reforço significativo no orçamento das famílias. Além disso, a expectativa é de que o dinheiro extra impulsione o consumo, gerando um impacto positivo no mercado e na economia como um todo.
Atualmente, estão isentos do Imposto de Renda apenas os contribuintes com renda mensal de até R$ 3.060. A proposta de ampliar esse limite busca tornar a carga tributária mais equilibrada e, ao mesmo tempo, estimular a economia por meio do aumento do poder de compra da população. Esta é a economia anual estimada para diferentes faixas:
- Até R$ 5.000: Isenção total, economia de até R$ 4.356,89
- Entre R$ 5.001 – R$ 5.500: Isenção parcial, economia de até R$ 3.367,68
- Entre R$ 5.501 – R$ 6.000: Economia de até R$ 2.350,79
- Entre R$ 6.001 – R$ 6.500: Economia de até R$ 1.333,90
- Até R$ 7.000: Economia de R$ 605,86
O projeto tem gerado disputa política no Congresso, com versões semelhantes em tramitação na Câmara e no Senado. Na Câmara dos Deputados, a proposta é conduzida por Arthur Lira (PP-AL), enquanto no Senado o texto está sob responsabilidade de Renan Calheiros (MDB-AL). Para compensar a redução na arrecadação e manter o equilíbrio fiscal, o plano inclui a criação de um imposto extra sobre rendimentos mais elevados.






