Apesar de serem frequentemente apontados como vilões da alimentação, nem todos os alimentos ultraprocessados representam riscos significativos à saúde. Alguns produtos industrializados podem ser consumidos com moderação sem comprometer uma dieta equilibrada, oferecendo praticidade e nutrientes importantes.
Um parecer científico recente da American Heart Association (AHA) coloca em xeque a ideia de que todos os ultraprocessados são prejudiciais à saúde. Embora diversos AUPs estejam associados a efeitos negativos, o relatório, publicado em 8 de agosto na revista Circulation, apresenta uma visão mais equilibrada sobre o tema.
Pesquisadores da AHA destacam que alguns ultraprocessados apresentam perfis nutricionais adequados e podem fazer parte de uma alimentação saudável. Entre eles estão pães integrais, cereais matinais ricos em fibras, determinados laticínios e leites vegetais fortificados.
Nichola Ludlam-Raine, nutricionista registrada e autora do livro How Not To Eat Ultra-Processed, falou sobre o tema: “Os ultraprocessados mais saudáveis são aqueles que, mesmo após o processamento, oferecem benefícios como fibras, proteínas, vitaminas e minerais, e têm baixos níveis de açúcares adicionados, gorduras ruins e sódio”.
Os perigos dos alimentos ultraprocessados
Os alimentos ultraprocessados, geralmente industrializados e prontos para consumo, estão associados a diversos riscos à saúde quando ingeridos em excesso. Eles costumam apresentar altos teores de açúcares, sódio, gorduras saturadas e aditivos químicos, ao mesmo tempo em que oferecem poucas fibras, vitaminas e minerais essenciais.
Pesquisas mostram que o consumo frequente desses produtos aumenta o risco de obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Além disso, o excesso de ultraprocessados pode reduzir a sensação de saciedade, levando à ingestão exagerada de calorias, e favorecer hábitos alimentares desequilibrados, dificultando a manutenção de uma dieta saudável.
Dicas para uma alimentação saudável
- Variedade é essencial: Inclua alimentos de todos os grupos — frutas, verduras, legumes, grãos integrais, proteínas magras e laticínios ou substitutos fortificados.
- Prefira alimentos frescos e minimamente processados: Quanto menos industrializado o alimento, maior seu valor nutricional e menor a presença de aditivos, sódio e açúcares.
- Controle o consumo de ultraprocessados: Evite exageros em produtos ricos em açúcar, gordura saturada e sódio, como refrigerantes, salgadinhos e doces industrializados.
- Hidrate-se corretamente: Beba água ao longo do dia e limite bebidas açucaradas ou alcoólicas.
- Fique atento às porções: Comer com atenção, evitando excessos, ajuda a controlar o peso e a digestão.
- Planeje as refeições: Preparar lanches e refeições com antecedência ajuda a evitar escolhas impulsivas e pouco saudáveis.
- Inclua fibras: Consuma frutas, verduras, legumes, sementes e grãos integrais para favorecer a saciedade e o bom funcionamento do intestino.
- Moderação nos temperos industrializados: Prefira ervas, especiarias e azeite, reduzindo sal e molhos prontos.






