Embora sejam sinônimo de alimentação saudável, algumas frutas podem representar um desafio para quem precisa manter a glicemia sob controle. O fato de serem fontes naturais de açúcar não impede que provoquem elevações rápidas na taxa de glicose, principalmente quando consumidas sozinhas, em grandes quantidades ou na forma desidratada.
Nutricionistas avaliam esse efeito por meio do índice glicêmico (IG), que mede a velocidade com que o alimento aumenta o açúcar no sangue, e da carga glicêmica (CG), que considera também a quantidade ingerida.
Isso não significa eliminar essas frutas da rotina alimentar. A recomendação é ajustar a forma de consumo: preferir pequenas porções, evitar ingerir em jejum e combiná-las com proteínas, fibras ou gorduras boas, como iogurte natural, oleaginosas e sementes.
Sete opções que pedem moderação
A melancia, bastante consumida nos dias quentes, tem absorção rápida de açúcar pelo organismo. As tâmaras aparecem entre as mais concentradas em açúcares naturais. Pequenas, mas densas em energia, podem elevar a glicose de forma significativa.
O damasco merece atenção redobrada na versão seca. A retirada da água intensifica a concentração de açúcar, tornando menos indicado para quem monitora a glicemia. Isso também vale para frutas desidratadas como uvas-passas, ameixas secas e figos secos.
A banana, à medida que amadurece, o amido da fruta se transforma em açúcares simples, facilitando picos glicêmicos. Já o melão do tipo cantaloupe, apesar de nutritivo, apresenta índice glicêmico intermediário a alto e deve ser consumido com equilíbrio. O mesmo vale para o abacaxi, cujo impacto glicêmico costuma ser elevado, sobretudo em porções maiores.






