O mês de agosto será mais do que especial para os apaixonados por astrologia e fenômenos interplanetários. Ao todo, serão quatro eventos que irão encantar o já famoso o céu noturno agostino. O calendário contará com encontro entre dois planetas, meteoros, uma visualização quase rara e a “fusão” entre Marte e Lua. Veja um resumo:
Dia 12 – Encontro em Gêmeos
Vênus e Júpiter, os dois corpos mais luminosos do céu após o Sol e a Lua, estarão separados por apenas cerca de 0,9° — menos que a largura de um dedo mindinho estendido no céu. O esperado encontro acontece nas primeiras horas da manhã, antes do nascer do Sol, visualizando-se na direção leste/nordeste.
Como observar:
A olho nu, a dupla parecerá uma estrela dupla brilhante.
Com binóculos ou um pequeno telescópio, você pode enxergar ambos no mesmo campo de visão; alguns dos maiores satélites de Júpiter poderão até ser visíveis com aumentos modestos (~25–40×).
Dia 13 – Meteoros
O cometa Swift–Tuttle é um gigante gelado que, a cada 133 anos, chega próximo do Sol e às suas órbitas transversais com a da Terra, deixa um rastro de detritos que gera uma das mais lindas chuvas de meteoros do ano — os Perseídeos. Em 13 de agosto, estaremos no auge desse espetáculo celeste, com potencial de até 200 meteoros por hora.
Como observar:
Melhor horário: após a constelação de Perseus surgir no céu, geralmente depois da meia-noite.
Condições ideais: procure um local escuro, longe da poluição luminosa. Deite-se e aguarde — os meteoros podem aparecer com uma frequência média de aproximadamente 1 por minuto.
Lua e claridade: embora a lua crescente possa atrapalhar um pouco, você ainda conseguirá ver muitos meteoros — especialmente os mais brilhantes, conhecidos como fireballs.
Dia 19 – Olá, Mercúrio
Mercúrio é considerado o planeta “clássico” mais difícil de ver a olho nu (os cinco clássicos são Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) porque ele orbita muito próximo do Sol. Isso faz com que, da perspectiva da Terra, ele nunca se afaste muito do brilho solar.
A máxima elongação — o ponto da órbita de Mercúrio em que ele atinge a maior distância angular aparente do Sol — fará com que seja possível observá-lo. Nesse momento, ele aparece mais afastado do ofuscante clarão solar, o que aumenta suas chances de ser visto.
Como observar:
A recomendação é olhar cerca de 30 minutos antes do nascer do Sol, voltado para o horizonte leste. Mercúrio deve aparecer como um ponto de luz brilhante e fixo, diferente das estrelas, com brilho perceptível mesmo no céu já clareando.
Dia 26 – O encontro entre Marte e a Lua
Na noite de 25 para 26 de agosto, uma Lua crescente fina aparecerá logo após o pôr do Sol, baixa no céu, voltada em direção ao oeste. Marte, com brilho semelhante ao da estrela mais intensa de magnitude ~ 1,6, estará posicionado perto da Lua — formando uma combinação visual interessante no crepúsculo vespertino.
No dia 26 de agosto, eles formarão um triângulo facilmente visível com a estrela Spica, na constelação de Virgem, logo após o pôr do Sol. A Lua atuará como um ponteiro natural para Marte.






