No mês passado, a exploração espacial entrou em uma nova era com o sucesso da missão Artemis 2, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), que, pela primeira vez em mais de cinco décadas, levou uma tripulação humana ao espaço profundo e às proximidades da órbita lunar.
Todavia, vale destacar que os Estados Unidos não são os únicos a planejar o retorno humano à Lua, tendo em vista que a China também tem acelerado seu programa espacial na expectativa de também alcançar o objetivo.
E é importante ressaltar que o país asiático parece estar com um cronograma bem adiantado, pois enquanto a NASA realiza diversas alterações em seu planejamento, o governo chinês determinou que levará astronautas para o solo lunar até 2030.
As previsões positivas do planejamento foram reforçados pelo sucesso da missão Shenzhou 23, que precisou de apenas três horas para ser concluída. Realizada na última semana, a operação partiu do deserto de Gobi, no noroeste chinês, e levou três astronautas para a estação espacial chinesa Tiangong.
O tempo de viagem foi significativamente inferior ao padrão das missões americanas rumo à Estação Espacial Internacional, o que projeta a China na vanguarda da logística aeroespacial.
Estrutura de programa espacial da China chama atenção de especialistas
O desempenho da China na atual corrida espacial atraiu a atenção de especialistas, tendo em vista que o programa espacial do país é significativamente mais jovem que o dos Estados Unidos.
Vale lembrar que, quando a NASA levou o homem à Lua pela primeira vez, em julho de 1969, a estrutura aeroespacial chinesa sequer havia sido criada. Hoje, Pequim dispõe de robustez suficiente para rivalizar diretamente com a agência norte-americana.
O próximo passo da China na exploração lunar será o lançamento, ainda em 2026, da sonda Chang’e 7, que será enviada ao polo sul da Lua para analisar o terreno para mapear áreas viáveis à instalação de uma futura base. E o sucesso da missão será crucial para dar ao país ainda mais vantagem na disputa.






