A Amazon confirmou, nesta quarta-feira (28), uma nova rodada de demissões em larga escala que resultou no desligamento simultâneo de cerca de 16 mil funcionários. A medida, que já vinha sendo comentada nos bastidores do setor de tecnologia, foi oficializada por meio de um comunicado publicado no blog institucional da companhia.
Corte faz parte de reestruturação iniciada em 2024
Segundo a empresa, a decisão integra um amplo processo de reorganização interna iniciado em outubro do ano passado, quando aproximadamente 14 mil trabalhadores também foram dispensados. A proposta, de acordo com a Amazon, é redesenhar a estrutura corporativa para torná-la mais enxuta e eficiente.
Antes do anúncio oficial, empregados da divisão de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS) já demonstravam apreensão. Na véspera, alguns receberam convites para reuniões gerais com pouco tempo de antecedência, além de mensagens internas que acabaram sendo apagadas após terem sido enviadas de forma equivocada.
Mudanças internas e foco em eficiência
No comunicado, a empresa afirma que a reestruturação busca reduzir níveis hierárquicos, ampliar a autonomia das equipes e diminuir processos considerados burocráticos. Em declarações anteriores, a Amazon também reconheceu que a automatização de atividades e o aumento de investimentos em áreas como inteligência artificial influenciam diretamente na redução do quadro de pessoal.
Os desligamentos atingiram setores como AWS, varejo, Prime Video e Recursos Humanos. Funcionários de centros de distribuição e armazéns não foram incluídos nesta etapa. Em movimentos anteriores, a companhia já havia encerrado ou reduzido significativamente operações como Amazon Go e Amazon Fresh, voltadas à venda física de alimentos.
Impacto nos Estados Unidos e próximos passos
Nos Estados Unidos, profissionais afetados terão um prazo de 90 dias para tentar realocação interna em outras áreas. Caso isso não ocorra, receberão os benefícios previstos pela legislação local.
A vice-presidente de Experiência de Pessoas e Tecnologia, Beth Galetti, afirmou que a empresa não pretende transformar grandes cortes em uma prática recorrente. Ainda assim, ressaltou que avaliações contínuas de desempenho poderão resultar em novos ajustes.
Com mais de 300 mil funcionários no setor corporativo, a Amazon já reduziu cerca de 10% desse contingente nos últimos meses, refletindo um momento de transformação profunda na cultura e na estratégia da gigante da tecnologia.





