A Black Friday deste ano chega com uma oportunidade bastante atraente para quem busca alternativas contra as altas temperaturas. Modelos de ar-condicionado entre 9.000 e 12.000 BTUs estão sendo ofertados por valores abaixo de R$ 2 mil, patamar considerado raro neste período pré-verão. A redução faz parte de um cenário de estímulo ao consumo previsto para novembro, mês que deve movimentar cerca de R$ 5,4 bilhões no comércio brasileiro, de acordo com projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A estimativa representa avanço real de 2,4% em comparação com 2023. Segundo a entidade, fatores como a queda do dólar, inflação em desaceleração e melhora nos índices de emprego — com taxa de desocupação de 5,6%, a menor desde o início da série do IBGE — colaboram para um ambiente mais favorável às vendas.
Tecnologia inverter domina as ofertas
Grande parte dos aparelhos em promoção utiliza tecnologia inverter, que reduz o consumo de energia ao evitar os desligamentos bruscos do compressor. Para escolher o modelo ideal, fabricantes recomendam considerar entre 600 e 800 BTUs por metro quadrado, além de analisar incidência solar, circulação de pessoas e tamanho do ambiente.
Entre os atrativos mais procurados estão o selo Procel A de eficiência energética, o gás ecológico R32 e recursos de conectividade via wi-fi. Confira algumas opções com preços competitivos nesta edição da Black Friday:
• Philco Hi Wall Inverter 9.000 BTUs – ar frio, classificação A, garantia estendida no compressor, modo Sleep e compatibilidade com wi-fi mediante acessório.
• Agratto Liv Top Inverter 9.000 BTUs – ar frio, eficiência A e uso de gás R32.
• Springer Midea Airvolution 9.000 BTUs – ar frio, unidade externa reduzida, filtro com íons de prata e controle por aplicativo ou comandos de voz.
• Elgin Eco Inverter II 12.000 BTUs – ar frio, selo A, filtragem com íons de prata e integração com assistentes virtuais.
De acordo com a CNC, cerca de 70% das categorias analisadas apresentam descontos médios acima de 5%, e alguns segmentos, como papelaria e livros, superam os 10%. Essa combinação faz da Black Friday 2024 uma das mais competitivas dos últimos anos.
Crescimento do varejo exige cautela do consumidor
Hoje, a Black Friday já ocupa a quinta posição entre as datas mais fortes do comércio nacional, atrás apenas de Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais. Entre os setores que devem puxar o faturamento estão hipermercados e supermercados (R$ 1,32 bilhão), eletrodomésticos e eletrônicos (R$ 1,24 bilhão) e móveis e utilidades (R$ 1,15 bilhão).
Mesmo com o cenário positivo, especialistas reforçam que a taxa média de juros do crédito livre, estimada em 58,3% ao ano, e o índice de endividamento de 30,5% das famílias podem limitar o desempenho das vendas. A maior procura por compras em plataformas estrangeiras também pressiona o mercado interno.
A Secretaria Nacional do Consumidor orienta que compradores fiquem atentos a descontos exagerados e verifiquem a reputação das lojas antes de fechar negócio. É indicado priorizar sites com mecanismos de segurança e acompanhar políticas de troca e entrega. Lembrando: em compras online, o consumidor pode desistir da compra em até sete dias.






