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Aristóteles alertava há mais de 2 mil anos sobre um hábito que ainda destrói relacionamentos hoje

Por João Carlos Gomes
25/05/2026
Aristóteles alertava há mais de 2 mil anos sobre um hábito que ainda destrói relacionamentos hoje

Foto: Didier Descouens/Wikimedia Commons

Considerado não só uma das mentes mais brilhantes da Antiguidade grega, mas também um dos pensadores mais influentes da história da civilização ocidental, o filósofo Aristóteles defendeu, em obras famosas como Ética e Nicômaco, que o equilíbrio e moderação são essenciais para se alcançar a felicidade.

Por conta disso, o filósofo via a impulsividade como uma falha da razão que, além de minar a virtude, ainda prejudica a convivência coletiva, sendo este um entendimento plenamente válido na contemporaneidade.

Afinal, a dificuldade em lidar com adversidades de forma equilibrada continua sendo um desafio comum. Dessa forma, muitas pessoas ainda se deixam dominar por reações temporárias antes de tomar decisões importantes.

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E conforme destacado por Aristóteles em seus escritos, esse tipo de conduta pode corroer amizades, matrimônios e até mesmo vínculos familiares ao longo do tempo, tendo em vista que a ausência de deliberação provocada pela impulsividade destitui a decisão de sua dimensão ética.

Para o filósofo, é fundamental que os seres humanos aprendam a agir de forma equilibrada, passando a ter mais moderação em suas escolhas e, assim, orientem seus impulsos pela razão e pela prática diária.

Vivendo sob os ensinamentos de Aristóteles: como controlar a impulsividade?

Conforme mencionado anteriormente, as reações impulsivas continuam figurando entre os principais motivos para desgastes emocionais e conflitos diários nos dias atuais. Nesse cenário, para alcançar o equilíbrio defendido por Aristóteles, é crucial adotar os seguintes hábitos:

  • Identificar situações que desencadeiam a impulsividade e buscar evitá-las;
  • Respirar fundo e desfrutar de uma breve pausa de alguns segundos antes de responder a uma pergunta ou tomar uma decisão;
  • Definir limites claros para tomar decisões importantes;
  • Praticar exercícios de atenção plena, que ajudam a aumentar a consciência sobre pensamentos e sentimentos;
  • Caso necessário, buscar acompanhamento psicológico para determinar intervenções mais eficazes, sejam elas terapêuticas ou medicamentosas.
Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, fã de música e apaixonado pela profissão.

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